quarta-feira, 22 jul. 2026

Confusão de línguas no BABELL

A apresentadora Catarina Furtado tentou salvar a situação, mas não conseguiu evitar que muitos abandonassem o recinto.
Confusão de línguas no BABELL

O primeiro dia do festival literário BABELL, no Porto, ficou marcado por notas dissonantes. De manhã, houve motivos para celebrar com a inauguração da nova ala da Livraria Lello, um projeto de Siza Vieira que traz a arquitetura e o mundo contemporâneo para a centenária livraria. O espaço arrancou com uma exposição do celebrado artista chinês Ai Weiwei, intitulada A4 e concebida a partir de uma folha de papel em branco.

Já a primeira conferência do festival, protagonizada pelo filósofo sul-coreano Byung-Chul Han, não correu de feição. Prevista para as 16h30, no Jardim do Pensamento, em Leça do Balio, e com lotação esgotada, só depois de uma hora de espera surgiu uma mensagem da organização a dar alguma satisfação à plateia. «Pouco depois, foi anunciado um novo atraso de oito minutos, desencadeando uma forte vaia da assistência», escreve o Jornal de Notícias.

Para desespero de muitos presentes, quando entrou em palco o filósofo sul-coreano começou a falar em alemão. A apresentadora Catarina Furtado tentou salvar a situação, mas não conseguiu evitar que muitos abandonassem o recinto. «Outros permaneceram» e fizeram fila para receber auscultadores para ouvir a tradução simultânea, «acabando a conferência por começar 95 minutos» de atraso, conclui o JN.

O festival BABELL, que durante seis dias transforma o Porto numa cidade-livro, traz à Invicta grandes nomes do panorama literário mundial, como Salman Rushdie, Margaret Atwood, Javier Cercas, Julian Barnes e László Krasznahorkai, vencedor do Nobel em 2025. Termina segunda-feira, com um monólogo de Luís Osório a partir do varandim da Torre dos Clérigos.