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O último fim de semana esteve em altas no que toca ao mundo da música. Um dos maiores festivais do mundo, o Coachella, que acontece anualmente na Califórnia, preencheu três dias com atuações muito diferentes, mas todas igualmente impactantes.
Com Sabrinca Carpenter, Jusitn Bieber e Karol G como cabeças de cartaz, os olhos estiveram postos na live que o próprio festival emite na plataforma Youtube.
Embora Luísa Sonza não seja cabeça de cartaz, foi ela, juntamente com Karol G, que tiveram a mesma ideia num detalhe que demonstra o posicionamento político de ambas.
Luísa Sonza e a "censura" na música "Anaconda"
A cantora brasileira, que atua no palco Gobi, alterou a letra do sucesso "Anaconda", que faz referência à rapper Nicki Minaj, que tem sido cada vez mais associada ao movimento MAGA e a Donald Trump, tendo mesmo assumido ser "fã número 1" do presidente norte-americano.
O momento não passou despercebido, principalmente porque, na segunda vez em que o nome da rapper é mencionado, Luísa Sonza deixou escapar e não o censurou: mas a reação foi imediata, tendo sido observada pelos fãs como uma "careta" ao se aperceber do sucedido.
Karol G e a versão a solo de "Tusa"
Aparentemente, também Karol G, cabeça de cartaz do terceiro e último dia de festival, teve uma ideia semelhante: no êxito "Tusa", que conta com a colaboração de Nicki Minaj, a cantora columbiana retirou os versos da rapper, transformando a música numa versão "solo". Além disso, tornou a música mais "sua", transformando o ritmo original numa versão "latina".
As decisões das artistas marcam posição numa altura em que a imagem da rapper norte-americana é fortemente associada a Donald Trump e às políticas de imigração estritas.
As cantoras brasileira e columbiana "bateram o pé" naquele que é um dos maiores palcos de música do mundo e os fãs apoiaram-nas, não deixando passar despercebidas as alterações nas músicas.