sexta-feira, 06 fev. 2026

A pintura rupestre mais antiga do mundo

Segundo os arqueólogos, foi criada há pelo menos 67.800 anos. A idade das pinturas foi determinada datando as crostas minerais formadas sobre os pigmentos
A pintura rupestre mais antiga do mundo

O contorno desbotado de uma mão na parede de uma caverna na Indonésia pode ser o exemplo de arte rupestre mais antiga conhecida no mundo – segundo os arqueólogos, foi criada há pelo menos 67.800 anos. A idade das pinturas foi determinada datando as crostas minerais formadas sobre os pigmentos. De acordo com o The Guardian, a descoberta foi feita numa caverna de calcário popular entre os turistas na Ilha de Muna, no sudeste de Sulawesi, onde tinha, até hoje, passado despercebida entre pinturas mais recentes de animais e outras figuras. A imagem mostra o contorno vermelho de uma mão cujos dedos foram remodelados para se assemelharem a uma garra, o que indica «um salto precoce na imaginação simbólica», explicaram os investigadores. Ou seja, quem a pintou fez mais do que simplesmente pulverizar pigmento em torno de uma mão pressionada contra a parede. Além disso, os responsáveis pela descoberta adiantaram que, apesar de não se saber ao certo, pode pertencer a um antigo grupo humano chamado Denisovanos, que vivia na região e poderão ter interagido com os nossos antepassados Homo sapiens antes de desaparecerem; ou ser de humanos modernos que se aventuravam para fora de África, que poderão ter passado pelo Médio Oriente e pela Austrália. Escreve o jornal britânico que, além de «estabelecer uma idade mínima para a arte rupestre», o estudo – solicitado pelo arqueólogo Maxime Aubert, da Universidade Griffith –,«contribui para a reflexão sobre como e quando a Austrália foi povoada pela primeira vez, sendo o stencil provavelmente criado pelos ancestrais dos aborígenes australianos». «Existem muitas pinturas rupestres por aí, mas é muito difícil datá-las (...) Quando conseguimos abre-se um mundo completamente diferente. É uma janela íntima para o passado e para a mente dessas pessoas», disse Aubert ao The Guardian.