A ‘noite notável’ de Marcelo Rebelo de Sousa em Almeirim

Ex-PR elogia ‘programa mais completo’ do Festival Entre Quintas, promovido por José Lobo de Vasconcelos
A ‘noite notável’ de Marcelo Rebelo de Sousa em Almeirim

José Lobo de Vasconcelos, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Almeirim, gere a Quinta do Casal Branco e é também um dos promotores e fundadores do Festival Entre Quintas, cuja sétima edição terminou no passado fim de semana. Defende que o cruzamento entre vinho, património, cultura e natureza é o caminho certo para projetar ainda mais a região do Tejo, em Portugal e no mundo.

O balanço desta edição do Festival é, diz, claramente positivo. O primeiro fim de semana decorreu na Casa Cadaval, em Salvaterra de Magos, e o segundo na Quinta do Casal Branco, em Almeirim, reunindo uma programação diversificada e um público interessado. «Foi uma edição muito conseguida, com uma programação de grande qualidade e uma resposta muito encorajadora do público. O Festival continua a crescer e a consolidar-se como uma referência cultural da região Centro, mantendo uma identidade muito própria», afirma ao SOL.

Essa perceção é partilhada por Marcelo Rebelo de Sousa, que marcou presença em Almeirim. O antigo Presidente está de regresso à Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, da qual foi um dos fundadores, e considerou que esta edição ultrapassou as anteriores, com um programa «mais completo, mais variado, para todas as idades». E destacou também as conferências e o crescimento artístico do projeto. A propósito da interpretação de Scheherazade, falou mesmo numa «noite notável», num «ambiente único», e considerou que «não há outro Festival desta natureza em todo o país».

Marcelo Rebelo de Sousa destacou ainda o papel de três figuras decisivas para este percurso: o maestro Nikolay Lalov, Teresa Schönborn e José Lobo de Vasconcelos: «Sem eles não haveria este sucesso».

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Criado em plena pandemia, com o objetivo de dar oportunidade aos músicos de atuarem, o Festival foi ganhando dimensão e um público cada vez mais fiel. José Lobo de Vasconcelos sublinha que esse crescimento se tem feito de forma sustentada: «Há pessoas que regressam, que já contam com estas datas e que fazem questão de voltar, ao mesmo tempo que, todos os anos, vamos conquistando novos públicos, muitos dos quais estrangeiros».

Também o maestro Nikolay Lalov, diretor artístico do Festival, destaca a consolidação do projeto ao longo destas edições. Depois do concerto sinfónico de sábado à noite, falou numa «noite maravilhosa», sublinhando o entusiasmo dos músicos e a reação do público. «Tivemos casa cheia, tiveram de trazer mais cadeiras, mais bancos, para juntar mais pessoas que queriam assistir. O que é que podemos querer de melhor de um Festival que começou do nada?».