A escritora portuguesa Lídia Jorge foi distinguida com o Prémio Camões 2026, o mais importante galardão atribuído a autores de língua portuguesa.
A decisão foi tomada por unanimidade pelo júri, que reconheceu o contributo da autora para a literatura contemporânea e para a afirmação internacional da língua portuguesa, anunciou, esta quinta-feira, o Ministério da Cultura, Juventude e Desporto
O júri destacou "o diversificado conjunto da sua obra e o grande contributo para o
enriquecimento do património literário e cívico-cultural da língua portuguesa", pode ler-se no comunicado.
Criado em 1988, numa iniciativa conjunta de Portugal e Brasil, o Prémio Camões distingue, anualmente, um escritor cuja obra tenha contribuído para o engrandecimento cultural e literário da língua portuguesa.
Mais de 40 anos a escrever sobre Portugal e o mundo
Com uma carreira literária iniciada no início da década de 1980, Lídia Jorge tornou-se uma das figuras mais influentes da literatura portuguesa, construindo uma obra marcada pela reflexão sobre a história recente do país, a memória coletiva, a identidade e as profundas transformações sociais vividas em Portugal nas últimas décadas.
Natural de Boliqueime, no Algarve, onde nasceu em 1946, publicou o seu primeiro romance, O Dia dos Prodígios, em 1980, obra considerada um dos marcos da literatura portuguesa do pós-25 de Abril. Desde então, editou dezenas de romances, contos, ensaios, crónicas e peças de teatro, sendo traduzida para várias línguas e distinguida com alguns dos mais relevantes prémios literários nacionais e internacionais.
Em 2025, Lídia Jorge foi distinguida com o Prémio Pessoa, e agora, em 2026, foi a terceira mulher escritora consecutiva a receber o prémio Camões, no valor de 100 mil euros.