segunda-feira, 13 abr. 2026

7 Maravilhas de Portugal regressam 20 anos depois

A apresentação oficial das novas 7 Maravilhas de Portugal aconteceu no dia 17 de março no MAAT. Esta nova edição tem o património como tema central e celebrará a diversidade histórica, cultural e arquitetónica do país.

Somos uma joia no coração da Europa. Temos uma cultura vibrante e paisagens deslumbrantes que vão desde praias, a montanhas e vales, cidades novas e outras tão antigas que já nem têm data de fundação. E, quase 20 anos depois da primeira edição, estão de regresso as novas 7 Maravilhas de Portugal, que nos darão a conhecer o que de mais bonito há no país. Com o património como tema central, esta nova edição celebrará «a diversidade histórica, cultural e arquitetónica do país» e foi apresentada no dia 17 de março, no MAAT Central, em Lisboa. As candidaturas decorrem até 7 de abril. Segundo o site oficial, o concurso está dividido em sete categorias, pensadas para assegurar a representatividade do património nacional e combater assimetrias territoriais. Estão a concurso as seguintes categorias: Castelos, Religião, História, Grandes Obras, Arquitetura do Século XX, Arquitetura do Século XXI e Turismo. Após a fase de candidaturas, seguirá uma seleção técnica assegurada por um painel de especialistas, antes das eliminatórias regionais e da eleição final. A final está marcada para o dia 12 de setembro, data em que será escolhido um vencedor por cada categoria.

A embaixadora do concurso

«Sou portuguesa e acho que temos de valorizar as coisas que temos no país. Este projeto é uma forma de aproximarmos as pessoas. É um projeto que acaba por mobilizar as pessoas para sítios que se calhar não costumam ter tanta afluência», afirmou Matilde Reymão, embaixadora do concurso, aos jornalistas à entrada do MAAT Central. «Estou mesmo contente por fazer parte disto… Mostrar o tão bonito que é Portugal. Estou à espera de conhecer que maravilhas vão ser selecionadas. São os portugueses que vão votar. Ou seja, tanto as pessoas como as instituições podem participar», continuou a atriz da TVI, acrescentando que o concurso é também «oportunidade de juntar o litoral ao interior». «Acho que Portugal é um país extraordinário, super completo. Temos tudo… Natureza, cidade, gastronomia, paisagens...  Às vezes temos tendência de viajar para fora. Encontramos tanta beleza no nosso país. Este programa é uma ponte entre os portugueses e o território.  Acho que temos conseguido conservar, mas há sempre margem para melhorar. Estas iniciativas acabam por trazer essa responsabilidade às pessoas. Tomar conta daquilo que é nosso», reforçou. A eleição é feita pelos portugueses através de voto popular, com organização parceira da TVI e Grupo Media Capital, auditado pela PwC, e reconhecido pela New7Wonders Foundation.

 

Responsáveis e parceiros

Na apresentação oficial, foi o secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, que abriu as hostes, agradecendo o convite para estar presente. «O Ministério da Cultura, Juventude e Desporto também se associa institucionalmente a esta iniciativa porque reconhece nela a capacidade de contribuir para a mobilização do país em torno do nosso património. Há países cuja história se aprende sobretudo nos livros (...) Felizmente que o nosso país, a nossa história conta-se através das paisagens, da memória dos lugares, na lonjura dos quase 900 anos do tempo que habitamos este retângulo do país/nação», partilhou. «Este projeto convida essencialmente os cidadãos a olhar para o nosso território, para os nossos monumentos, para os lugares onde a nossa rica história deixou marcas profundas», reconheceu.

Seguiu-se Luís Segadães, presidente do concurso que assumiu que «é um orgulho imenso estarmos de regresso a eleger o melhor do património nacional, das nossas tradições e dos nossos valores». «Estamos a falar do concurso que mais pessoas mobiliza, com a particularidade de termos a edição mais abrangente de sempre das 7 Maravilhas, que evoca séculos de história, mas também um Portugal moderno», adiantou.

Nuno Santana, CEO da NIU Experience Agency, parceira estratégica do concurso, sublinhou a dimensão nacional da iniciativa, defendendo que «esta edição vai muito além de um simples concurso». Segundo o próprio, o objetivo passa «por percorrer o país, mobilizar populações e reforçar, através do património, o orgulho nacional».

Para o diretor-geral da TVI, José Eduardo Moniz, «promover e valorizar o património nacional também é missão de uma televisão que tem um cariz popular e uma ligação tão forte ao território». «Isso está no ADN da TVI, está na nossa memória coletiva e faz-nos sentido que, quase 20 anos depois, o projeto regresse a casa», referiu, apresentando depois Matilde Reymão que foi escolhida como embaixadora pois, segundo o mesmo, é «selo de progresso, crescimento e beleza que o canal defende».

«Sem dúvida que passados 20 anos, as novas 7 Maravilhas de Portugal, renovam o contributo que têm para a valorização do nosso território e património», disse, por sua vez, Lídia Monteiro, vogal do Conselho Diretivo do Turismo de Portugal. «Da forma como têm a capacidade de mobilizar as pessoas e envolver os portugueses e todo o país na nossa história, identidade e expressão contemporânea da nossa cultura. Esta é a novidade que nos traz este ano (...) enaltecer a cultura e o diálogo entre o passado e o presente, com os olhos postos no futuro», enalteceu. Para o Turismo de Portugal, as novas 7 Maravilhas são também «uma oportunidade para darmos visibilidade e trazer maior atratividade para as nossas regiões, os nossos territórios, no Continente e das ilhas».

A apresentação oficial contou ainda com os discursos de Catarina Barradas, Diretora Global de Marca da EDP; do Presidente das Infraestruturas de Portugal, Miguel Cruz; Avelino Oliveira, Presidente da Ordem dos Arquitetos; com a Vice-Presidente Nacional da Ordem dos Engenheiros, Dina Dimas; do Partner da PwC, José Bizarro e do Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado.

Recorde-se que esta nova edição surge num momento em que o país está a recuperar das várias tempestades que aconteceram este inverno e que afetaram, sobretudo, a região Centro. O projeto pretende, por isso, «contribuir para a recuperação económica e emocional dos territórios», através da «dinamização da economia local e do turismo interno».