terça-feira, 21 jul. 2026

30 mil euros por busto de Soares

Obra foi encomendada ao escultor Manuel Rosa, por decisão da família do antigo Presidente.
30 mil euros por busto de Soares

Um busto de Mário Soares encomendado pela Assembleia da República ao escultor Manuel Rosa vai custar cerca de 30 mil euros, mais IVA, e em princípio ficará instalado nos Passos Perdidos, junto à Sala das Sessões. O artista, que se tornou conhecido por trabalhos em calcário, ainda não definiu o material em que irá trabalhar, o que indica que a conclusão da obra não está para breve.

«Foi enviado à AR o orçamento que acompanha a proposta apresentada pelo escultor Manuel Rosa, para a conceção do busto de Mário Soares, com o valor de 25 mil euros, a que acrescerá o trabalho de passagem do busto em gesso para o material definitivo, com um custo que poderá variar entre cinco mil e sete mil euros», informou o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, na conferência de líderes de 20 de maio, cuja ata foi publicada no início desta semana.

O busto vai juntar-se a dezenas de outros que integram o património do Palácio de São Bento. Por comparação, em 1997, a então jovem escultora Carla Gonçalves fez para a AR um busto em bronze de Francisco Sá-Carneiro que custou 470 mil escudos, o que à época equivalia a oito salários mínimos.

A obra que representa Soares surge no contexto das comemorações do centenário do antigo Presidente da República, iniciadas em 2024. A maioria dos partidos concordou com a homenagem, decidida há mais de um ano, antes ainda do fim da anterior legislatura.

A escolha do artista deve-se à família Soares, previamente consultada pela AR.

Manuel Rosa nasceu em Beja em 1953 e é considerado um dos principais escultores portugueses das últimas décadas. A sua obra Homenagem a D. João II, de 1998, é bastante conhecida dos lisboetas por se localizar numa rotunda à entrada do Parque das Nações, na zona conhecida como Expo Sul. Rosa estudou na Escola Superior de Belas-Artes e foi aluno e colaborador de José Cutileiro. Está representado em várias coleções privadas e públicas, como Serralves, Gulbenkian, EDP, PLMJ ou Coleção de Arte Contemporânea do Estado.