20 anos depois, "Kill Bill: The Whole Bloody Affair" regressa em força aos cinemas portugueses — com um capítulo perdido nunca antes visto

Duas décadas após "Kill Bill: Vol. 1" e "Kill Bill: Vol. 2" terem marcado o cinema de ação, os dois filmes regressam agora reunidos numa nova montagem pensada por Quentin Tarantino. A antestreia na quarta-feira, no Colombo, em Lisboa, encheu a sala e mostrou que a vingança de Beatrix Kiddo, interpretada por Uma Thurman, continua a conquistar fãs.
20 anos depois, "Kill Bill: The Whole Bloody Affair" regressa em força aos cinemas portugueses — com um capítulo perdido nunca antes visto

"Kill Bill: The Whole Bloody Affair" estreou esta quinta-feira nos cinemas, regressando aos ecrãs portugueses como Tarantino sempre o imaginou: um único filme épico de quase cinco horas que junta os dois volumes da saga da Noiva. A nova versão inclui ainda um capítulo perdido, exibido após os créditos — um segmento preparado para ser integrado nesta montagem que os espectadores portugueses viram pela primeira vez na antestreia de ontem.

A nova versão, agora em exibição, recupera o espírito original deste "revenge movie" que marcou o início dos anos 2000 e continua a conquistar novas gerações de espectadores.

Na quarta-feira, o Centro Comercial Colombo recebeu a antestreia do filme, que arrancou às 19h30, com a sala cheia até ao final, num ambiente de entusiasmo visível entre convidados e fãs.

A longa duração incluiu um intervalo de 15 minutos, mas não afastou o público, que aderiu à proposta de revisitar um dos filmes de ação mais icónicos. E para transportar ainda mais os espectadores diretamente para o universo de "Kill Bill: The Whole Bloody Affair", o espaço foi decorado com referências diretas ao filme.

Estavam presentes a personagem principal com o icónico fato amarelo, os capangas de O-Ren Ishii, os membros dos Crazy 88 e Gogo Yubari com a sua arma inconfundível — a corrente com bola de metal. Em destaque estavam ainda as réplicas da espada feita por Hattori Hanzo, a famosa lista negra de Beatrix Kiddo e as chaves da caravana "Pussy Wagon", símbolos já muito acarinhados pelos fãs.

Ao longo da sessão, o público pôde rever algumas das sequências mais marcantes da filmografia de Tarantino — desde os confrontos coreografados aos treinos, viagens e sons icónicos, como o assobio arrepiante que anuncia a personagem de Elle Driver, interpretada por Daryl Hannah.

Destaca-se ainda a luta mais memorável, na neve, entre a Noiva e O-Ren Ishii, em que o branco do cenário contrasta com o vermelho que domina o ecrã.

O filme mantém intacta a sucessão de duelos, combates de espada e momentos de tensão que fazem parte da identidade estilizada que tornou "Kill Bill" um clássico moderno.

O grande suspense da noite chegou no final: o capítulo perdido surgiu após os créditos, prolongando a experiência para lá da narrativa original.

Em contraste com o filme de vingança violenta, a noite terminou de forma mais doce, com cupcakes temáticos inspirados no universo de "Kill Bill" — uma espécie de despedida simbólica deste regresso há muito aguardado.

(editado por Joana Ludovice de Andrade)