O Le Constellation, bar onde decorreu o incêndio que vitimizou 40 pessoas e deixou 119 feridas na véspera de ano novo, não era alvo de qualquer inspeção desde 2019. O último relatório, há cinco anos, não apresentava quaisquer anomalias, sendo que mesmo a espuma que revestia o teto do bar não foi considerada um risco.
Na Suíça, são os funcionários da câmara municipal que devem assegurar inspeções anuais a estabelecimentos, como bares, nomeadamente para avaliar os riscos de incêndio.
O presidente de Crans-Montana, comuna nos Alpes suíços onde ocorreu a tragédia, garante que o concelho lamenta o sucedido e que irá assumir todas as responsabilidades que lhe forem atribuídas. Nicolas Féraud disse ainda estar nas mãos dos juízes determinar se o concelho será também alvo da investigação-crime aberta pelos procuradores suíços.
O presidente Nicolas Féraud garante que as saídas de emergência existentes seriam suficientes para a evacuação do espaço; no entanto, testemunhas afirmam que uma das saídas de emergência na cave, onde começou o incêndio, estaria trancada.
Esta terça-feira, Nicolas Féraud anunciou ainda uma nova proibição do uso de pirotecnia em espaços fechados, incluindo as “velas com faísca” que terão causado o incêndio no passado dia 31 de dezembro.