sexta-feira, 06 fev. 2026

Trump ameaça ação militar contra mais países e estabelece um prazo à Gronelândia

O primeiro-ministro da Gronelândia garantiu que o seu território não está à venda, mas mantém abertura para diálogo após Donald Trump ter considerado aquela região como “necessária à segurança nacional”
Trump ameaça ação militar contra mais países e estabelece um prazo à Gronelândia

O Presidente dos EUA  acusou o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, de ser “muito doente” e de traficar cocaína para os EUA, ameaçando o país de uma intervenção semelhante à que aconteceu no passado sábado na Venezuela, que terminou com a captura do presidente Nicolás Maduro.

Nas mesmas declarações a bordo do Air Force One, ao regressar de Mar-a-Lago, na Flórida, para Washington, Donald Trump voltou a mostrar interesse na anexação da Gronelândia, garantindo ser uma “questão de segurança nacional”. "Vamos preocupar-nos com a Gronelândia daqui a dois meses... vamos falar da Gronelândia daqui a 20 dias", afirmou o Presidente norte-americano. Esta é a primeira vez que Donald Trump anuncia prazos para agir em relação a um aliado da NATO.

Em resposta, o primeiro-ministro da Gronelândia, Jens Frederik Nielssen, garantiu não haver motivo para pânico, mas rejeitou a anexação ameaçada pelo presidente norte-americano, revelando estar aberto ao diálogo “através dos canais certos e no respeito ao direito internacional”. “O nosso país não está à venda e o nosso futuro não será decidido por debates nas redes sociais. Essa imagem é desrespeitosa. Seguimos o caminho da democracia; temos autoridade própria”, escreveu o primeiro-ministro nas redes sociais.

Também a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, se pronunciou contra os Estados Unidos, garantindo que “não têm direitos para anexar nenhuma das três nações do reino da Dinamarca”.

A atração de Donald Trump pelo território da Gronelândia deve-se ao seu potencial estratégico de vigilância e controlo de rotas comerciais, além da existência de minerais essenciais à transição energética, as chamadas “terras raras”.

No seguimento do ataque norte-americano no passado sábado à Venezuela, Trump garante que também Cuba estará “pronta a cair”, após ter perdido Caracas como aliado na entrada de petróleo subsidiado no país.