Os preços da habitação em Portugal voltaram a subir em 2025, registando um aumento anual de 6,8% em dezembro. De acordo com o índice de preços imobiliários do idealista, comprar casa custava, no final do ano, 3.019 euros por metro quadrado, valor mediano que representa um novo máximo histórico pelo segundo mês consecutivo. Em termos trimestrais, os preços avançaram 2,6%.
A maioria das capitais de distrito e regiões autónomas apresentou aumentos nos preços da habitação. Santarém (27,1%), Beja (20%) e Setúbal (17,2%) registaram as maiores subidas anuais. Também se destacaram Castelo Branco, Guarda e Portalegre, com crescimentos acima dos 14%.
Lisboa e Porto tiveram variações mais moderadas, ambas abaixo dos 5%, enquanto Vila Real foi a única capital a registar uma descida, com uma quebra anual de 6,1%.
Lisboa mantém liderança nos preços
Apesar do crescimento mais contido, Lisboa continua a ser a cidade mais cara para comprar casa, com um preço mediano de 5.995 euros por metro quadrado. Seguem-se o Porto (3.885 euros por metro quadrado) e o Funchal (3.861 euros por metro quadrado). No extremo oposto, cidades como Guarda, Portalegre e Castelo Branco apresentam os preços mais baixos, todos abaixo dos 1.100 euros por metro quadrado.
A análise por distritos e ilhas revela subidas generalizadas em todo o país. Porto Santo registou a maior valorização anual (42,6%), destacando-se de forma expressiva. Seguem-se várias ilhas dos Açores e os distritos de Santarém e Setúbal.
Lisboa lidera o ranking dos distritos mais caros, com 4.573 euros por metro quadrado, à frente de Faro e das regiões autónomas da Madeira e Porto Santo. A Guarda surge como o distrito mais acessível, com 857 euros por metro quadrado.
Nos últimos 12 meses, os preços subiram na maioria das regiões do país. A Região Autónoma dos Açores registou a maior subida anual (20,1%), seguida pela Madeira e pelo Alentejo. O Norte manteve-se praticamente estável.
A Área Metropolitana de Lisboa continua a ser a região mais cara, com um preço mediano de 4.239 euros por metro quadrado, enquanto o Centro permanece como a região mais barata para adquirir habitação.