Portugal com excedente orçamental de 2,1% até setembro

"Como o Governo sempre afirmou e não obstante as medidas de alívio fiscal e reforço do rendimento de pensionistas ocorridas neste trimestre, o país mantém um saldo positivo nas contas públicas, o que resulta de uma política orçamental prudente e sólida", diz ministério
Portugal com excedente orçamental de 2,1% até setembro

O Estado português registou um saldo positivo nas contas públicas de 2.952 milhões de euros, o equivalente a 3,8% do PIB e que compara com um valor de 4,9%

no período homólogo. "Se considerarmos o período acumulado entre janeiro e setembro deste ano, o excedente orçamental foi de 4.762 milhões de euros, o equivalente a 2,1% do PIB. No período homólogo, o saldo registado foi de 2,3%", alerta o ministério das Finanças.

E lembra ainda que, "os dados divulgados, hoje, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), para o terceiro trimestre de 2025, demonstram a solidez das contas nacionais e reforçam a confiança do Governo de que será possível atingir um excedente orçamental no final deste ano, de, pelo menos, 0,3% do PIB".

O ministério liderado por Joaquim Miranda Sarmento acrescenta ainda: "Como o Governo sempre afirmou e não obstante as medidas de alívio fiscal e reforço do rendimento de pensionistas ocorridas neste trimestre, o país mantém um saldo positivo nas contas públicas, o que resulta de uma política orçamental prudente e sólida", referindo também que "esta política tem-se refletido, também, na redução consistente e significativa da dívida pública, com impacto positivo na gestão financeira do Estado.

Graças a esta gestão, em particular ao trabalho que tem sido desenvolvido pela Agência de Gestão da Tesouraria e Dívida Pública (IGCP), a República Portuguesa procedeu, ontem, ao reembolso antecipado de 2,5 mil milhões de euros, relativos a duas tranches dos empréstimos do Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (MEEF), contraídos entre 2011 e 2014, durante o Programa de Assistência Económica e Financeira de Portugal. 

O pagamento antecipado destas tranches, que só se venceriam em 2028 e 2031, permite ao Estado Português uma poupança com os juros da dívida pública e contribui para a suavização do perfil de reembolsos da dívida pública nos próximos anos. Já na semana passada o IGCP tinha recomprado, em mercado, cerca de mil milhões de dívida pública que vencia em 2026 e 2027.