Governo confiante em excedente orçamental de pelo menos 0,3% do PIB em 2025

As Finanças destacam ainda a decisão de antecipar, esta segunda-feira, o pagamento dos empréstimos contraídos no âmbito da ‘troika’, inicialmente previstos para 2028 e 2031
Governo confiante em excedente orçamental de pelo menos 0,3% do PIB em 2025

O Governo afirmou esta terça-feira estar confiante de que Portugal irá fechar o ano com um excedente orçamental de “pelo menos” 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB), depois de o Instituto Nacional de Estatística (INE) ter revelado um saldo positivo de 3,8% no terceiro trimestre de 2025.

“Os dados divulgados, hoje, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), para o terceiro trimestre de 2025, demonstram a solidez das contas nacionais e reforçam a confiança do Governo de que será possível atingir um excedente orçamental no final deste ano, de, pelo menos, 0,3% do PIB”, refere o Ministério das Finanças, em comunicado.

De acordo com o INE, entre julho e setembro o saldo das administrações públicas foi de “2.952 milhões de euros, correspondendo a 3,8% do PIB, o que compara com 4,9% no período homólogo”. No mesmo trimestre, e face ao período homólogo, registou-se um crescimento de 7,7% da receita total e um aumento de 10,8% da despesa total.

Em reação aos números, o Governo sublinha que, “não obstante as medidas de alívio fiscal e reforço do rendimento de pensionistas ocorridas neste trimestre, o país mantém um saldo positivo nas contas públicas”, resultado que atribui a uma “política orçamental prudente e sólida”.

Segundo o ministério liderado por Joaquim Miranda Sarmento, essa estratégia tem-se refletido também “na redução consistente e significativa da dívida pública, com impacto positivo na gestão financeira do Estado”.

As Finanças destacam ainda a decisão de antecipar, esta segunda-feira, o pagamento dos empréstimos contraídos no âmbito da ‘troika’, inicialmente previstos para 2028 e 2031. Esta antecipação permitirá uma “poupança com os juros da dívida pública” e contribuirá para “a suavização do perfil de reembolsos da dívida pública nos próximos anos”.