terça-feira, 10 fev. 2026

Sydney. Terroristas lançaram explosivos que não detonaram durante massacre em Bondi

O ataque ocorreu quando cerca de mil pessoas se encontravam reunidas na praia de Bondi, uma das zonas mais turísticas da Austrália, para celebrar a festa judaica de Hanukkah. No local morreram 14 pessoas, incluindo um dos agressores, e outras duas acabaram por falecer no hospital, entre as quais uma menina de 10 anos
Sydney. Terroristas lançaram explosivos que não detonaram durante massacre em Bondi

Os suspeitos do ataque terrorista de 14 de dezembro na praia de Bondi, em Sydney, lançaram vários explosivos improvisados que não chegaram a detonar durante a ação, segundo documentos policiais tornados públicos esta segunda-feira. O ataque fez 16 mortos, incluindo um dos agressores.

De acordo com um comunicado da polícia australiana divulgado por um tribunal local - a que a estação televisiva ABC teve acesso - a investigação concluiu que os suspeitos, identificados como Naveed Akram, de 24 anos, e o seu pai, Sajid Akram, de 50 anos, lançaram quatro artefactos explosivos improvisados contra uma multidão que participava numa celebração judaica na praia de Bondi.

Sajid Akram morreu abatido pela polícia durante a intervenção. A ABC publicou fotografias dos dispositivos utilizados no ataque.

A divulgação destes detalhes só foi possível após o levantamento, esta segunda-feira, de uma ordem de sigilo judicial imposta na semana passada por um tribunal de Sydney sobre a declaração policial dos acontecimentos.

Segundo o documento citado pela ABC, os dois homens estacionaram um veículo na Campbell Parade, junto à praia de Bondi no dia do ataque. No automóvel, colocaram bandeiras do Estado Islâmico (EI) nos para-brisas dianteiro e traseiro - ideologia que o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, já associou publicamente ao atentado.

A declaração policial preliminar refere que os suspeitos retiraram do veículo três armas de fogo, três explosivos caseiros e uma bomba “em forma de bola de ténis”, avançando depois em direção à multidão. Embora os artefactos lançados não tenham detonado, a polícia considerou-os “viáveis” e revelou ter encontrado um quinto explosivo na bagageira do carro.

O comunicado menciona ainda a existência de vídeos em que os dois homens “parecem justificar o ataque” e surgem a realizar “um treino com armas de fogo numa zona rural, presumivelmente em Nova Gales do Sul”. O documento faz também referência a imagens em que ambos aparecem sentados com armas de fogo de longo alcance em frente a uma bandeira do EI.

O ataque ocorreu quando cerca de mil pessoas se encontravam reunidas na praia de Bondi, uma das zonas mais turísticas da Austrália, para celebrar a festa judaica de Hanukkah.

No local morreram 14 pessoas, incluindo um dos agressores, e outras duas acabaram por falecer no hospital, entre as quais uma menina de 10 anos.

A polícia apresentou 59 acusações contra Naveed Akram, incluindo 15 por homicídio e uma por terrorismo.