O chefe de operações do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, Fanil Sarvarov, morreu esta segunda-feira em Moscovo na sequência da explosão de um carro armadilhado, tornando-se o quarto general russo assassinado desde o início da guerra na Ucrânia.
O tenente-general foi vítima de uma bomba magnética colocada na parte inferior do seu automóvel, que detonou num parque de estacionamento situado a cerca de 150 metros da sua residência, no sul da capital russa, segundo informação avançada pelas autoridades.
Em comunicado, o Comité de Investigação da Rússia confirmou a abertura de um inquérito criminal e indicou que estão a ser analisadas várias hipóteses para o atentado. Estas incluem um eventual envolvimento direto dos serviços de informação ucranianos, não tendo sido ainda divulgados pormenores sobre os autores do ataque.
A morte de Sarvarov é a primeira de um oficial de alta patente das Forças Armadas russas desde abril de 2025 e insere-se numa sequência de atentados contra dirigentes militares russos desde o início do conflito na Ucrânia. O caso mais mediático ocorreu em dezembro de 2024, quando o tenente-general Igor Kirilov, então responsável pela defesa radiológica, química e biológica, foi assassinado num ataque com explosivos à porta da sua casa.
Em abril deste ano, morreu também o tenente-general Yaroslav Moskalik, vice-chefe de operações do Estado-Maior, num atentado com um engenho explosivo colocado num automóvel, ataque que as autoridades russas atribuíram aos serviços de informação ucranianos.
Em novembro de 2024, o capitão Valery Trankovski, vice-comandante de uma brigada da Frota do Mar Negro, morreu na Crimeia após a explosão do seu carro em Sebastopol, num atentado reivindicado por Kiev.
Noutro episódio, o major-general Yuri Afanasyevsky, antigo chefe da alfândega no Donbass, e o filho ficaram gravemente feridos quando um engenho explosivo oculto num telemóvel detonou na sua residência, ataque igualmente reivindicado pelas autoridades ucranianas.
Após o assassinato de Igor Kirilov, o Presidente russo, Vladimir Putin, classificou o atentado como uma "grave falha" dos serviços de segurança, que afirmaram desde então ter frustrado vários planos para atacar oficiais de alta patente em território russo