segunda-feira, 09 fev. 2026

Luzes de natal. Conta já vai quase nos 10 milhões

Iluminar ruas e cidades para o Natal não fica barato. O portal Base mostra contratos entre os 10 mil e os 600 mil euros. Lisboa investiu ainda mais:_750 mil euros. Tudo somado, a fatura das luzes já vai nos 8,5 milhões e ainda falta contabilizar muitos municípios.
Luzes de natal. Conta já vai quase nos 10 milhões

Já mais de 8,5 milhões de euros foram gastos até ao momento por cerca de 90 autarquias portuguesas em iluminações de Natal este ano, somando os vários contratos já publicados no Portal Base e os valores já anunciados por autarquias como Lisboa, Porto ou Cascais, segundo dados oficiais e notícias publicadas em diversos meios.

A análise de dezenas de contratos adjudicados entre outubro e dezembro revela uma grande diferença entre os vários municípios que já comunicaram esses gastos, com valores que vão dos 10 mil euros a mais de 600 mil euros por concelho, apenas para iluminação e decoração natalícia, não fazendo parte destas contas gastos como mercados de Natal, cabazes para escolas ou funcionários ou outros eventos.

Entre os contratos publicados no Portal Base, o valor mais elevado foi adjudicado pela Câmara Municipal de Oeiras, que assinou dois contratos para «locação, por divisão em lotes, de iluminações decorativas para o Natal 2025 no concelho de Oeiras e respetivos serviços de montagem, assistência técnica e desmontagem», um no valor de mais de 502 mil euros e outro a somar quase 140 mil: um total de pouco mais de 640 mil euros.

Com gastos em iluminação acima dos 200 mil euros publicados no Base estão ainda Matosinhos (mais de 307 mil), Gondomar (mais de 230 mil), Famalicão (245 mil) ou a Câmara Municipal do Seixal, que aprovou um contrato de 220.750 euros.

Seguem-se Amadora (185 mil), Almada (156.591 euros), Portimão (150 mil euros), Faro (149.600 euros) e Marinha Grande (148.250 euros).

Ultrapassam igualmente a fasquia dos 100 mil euros municípios como Guarda (134.750 euros), Viseu (122.310 euros), Loures (120 mil euros), Penafiel (117.108 euros), Câmara de Lobos (108 mil euros), Miranda do Douro (103.660 euros) e Machico (100.650 euros).

Em alguns casos, o mesmo município celebrou mais do que um contrato, o que fez subir o valor global da despesa. Póvoa de Varzim, por exemplo, soma cerca de 130.000 euros em duas adjudicações, enquanto Ovar ultrapassa os 170 mil euros em dois contratos distintos.

Os dados mostram também que concelhos de menor dimensão apresentam gastos elevados quando comparados com a sua escala populacional. Municípios como Ílhavo (74.900 euros), Santana (79 mil euros), Povoação (74.794 euros), Vale de Cambra (74.650 euros) ou Santo Tirso (84.700 euros) surgem com valores semelhantes aos de cidades médias.

No extremo oposto, encontram-se autarquias como Almeirim (10 mil euros), Pampilhosa da Serra (12 mil euros), Barrancos (14.220 euros), Ribeira de Pena (15.800 euros) ou Terras de Bouro (16.250 euros). Juntam-se ainda Sátão (18.974 euros) ou Salvaterra de Magos (20.200 euros).

É ainda preciso lembrar que a estes contratos presentes no Portal Base tem que se juntar o valor do IVA, pelo que os valores serão ainda maiores, sendo possível que, a nível nacional, ultrapassem os 10 milhões de euros.

Lisboa, Porto e CASCAIS elevam total global

A este montante acrescem os valores de algumas das maiores cidades do país, cujos contratos não estão ainda integralmente publicados no Portal Base, mas cujos investimentos já são conhecidos.

Em Lisboa, a Câmara Municipal mantém um investimento de cerca de 750 mil euros nas iluminações e decorações de Natal, valor semelhante ao de anos anteriores e num protocolo com a União de Associações de Comércio e Serviços (UACS). A capital apostou numa iluminação alargada a várias zonas da cidade, com um percurso com 182 quilómetros de luz, o equivalente a mais de três voltas à cidade.

No Porto, o investimento ronda os 700 mil euros, num modelo que envolve a autarquia e a associação de comerciantes da cidade, com iluminação no centro histórico e nas principais artérias comerciais, complementada por iniciativas culturais durante a quadra festiva.

Já Cascais fez um investimento de 467 mil euros e Sintra – em conjunto com a Fundação CulturSintra – desembolsou 170 mil euros.

A grande parte destas despesas em iluminação inclui fornecimento, montagem, manutenção e desmontagem das iluminações, bem como, em alguns casos, programação cultural associada. A maioria das adjudicações foi feita nas semanas que antecederam o início da quadra natalícia.

Muitas das autarquias também já estão apostar em luzes LED e os investimentos de 2025, em muitos casos, não são muito diferentes dos anos anteriores.

[contas correspondem aos dados a 18 de dezembro]