sexta-feira, 06 fev. 2026

PGR revela que pediu escusa no caso Spinumviva e deixa garantia que MP não excedeu limites

Procurador-geral da República diz que decidiu afastar-se da decisão final devido ao clima de suspeição e assegura que o MP “cumpre sempre a lei”.
PGR revela que pediu escusa no caso Spinumviva e deixa garantia que MP não excedeu limites

O procurador-geral da República afirmou, esta quinta-feira, que pediu escusa na apreciação final de um processo devido às críticas públicas à sua imparcialidade, sublinhando que a decisão teve como objetivo proteger a credibilidade do Ministério Público.

“Face a comentários feitos na comunicação social e por pessoas responsáveis relativamente à minha imparcialidade, decidi apresentar o meu pedido de escusa na fase final”, afirmou Amadeu Guerra, à margem de uma cerimónia na Assembleia da República.

O PGR garantiu que a sua imparcialidade nunca esteve em causa, mas admitiu que o clima criado em torno das suas declarações tornou aconselhável o afastamento da decisão final. “Foi uma opção de prudência”, explicou.

Questionado sobre críticas à atuação do Ministério Público, Amadeu Guerra rejeitou qualquer excesso e foi claro: “Em todas as averiguações e inquéritos, cumprimos a lei”.

Sem comentar diretamente declarações políticas, o procurador-geral reforçou que o MP não foi além do que a lei permite e que essa atuação já foi devidamente esclarecida. “Não vale a pena acrescentar mais”, disse.

Sobre as críticas ao recurso às averiguações preventivas, respondeu de forma direta: “Quando a lei for alterada e deixar de o permitir, deixaremos de as fazer. Até lá, aplicamos a lei”.

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