A Câmara Municipal de Lisboa aprovou esta quarta-feira o orçamento municipal para 2026, no valor de 1.345 milhões de euros, com os votos favoráveis da coligação PSD/CDS-PP/IL e o apoio do Chega. A restante oposição, à esquerda, votou contra.
A proposta foi viabilizada em reunião privada do executivo camarário com 10 votos a favor e sete contra, num contexto de governação sem maioria absoluta. Depois de passar na câmara, o documento segue agora para votação na Assembleia Municipal de Lisboa, agendada para 13 de janeiro.
O presidente da autarquia, Carlos Moedas, classificou o orçamento como “equilibrado, responsável e inovador”, sublinhando um investimento de 410 milhões de euros na cidade, com prioridades na habitação, higiene urbana, segurança, espaços verdes e pavimentação das ruas.
O Chega justificou o voto favorável com a existência de “aspetos positivos”, destacando melhorias nos processos de licenciamento urbanístico. Já os partidos de esquerda criticaram o documento, com o PS a considerar que o orçamento não responde à crise da habitação e reduz o investimento nesta área, enquanto PCP, Livre e BE apontaram falta de ambição e excesso de dependência das receitas imobiliárias.
O orçamento para 2026 é ligeiramente inferior ao deste ano e constitui o primeiro documento financeiro do novo mandato (2025-2029) da liderança de Carlos Moedas à frente da Câmara de Lisboa.