A La Redoute, marca histórica com mais de 180 anos de vida e presença em Portugal há 37, tem uma novidade: uma coleção cápsula, composta por sete casacos clássicos que são reinventados por sete jovens designers, designers estes que muitas vezes marcam presença nas semanas da moda internacionais.
Entre os nomes em destaque estão Louis Gabriel Nouchi e Christine Phung, ambos responsáveis por propostas que prometem marcar o guarda-roupa deste outono/inverno. O primeiro apresenta um blusão curto de inspiração genderless, já Christine Phung desenvolveu um trench híbrido camaleónico e elegante, que leva para esta colaboração a experiência acumulada em casas de moda como a Lacoste.
Todas as criações mantêm-se fiéis ao ADN da La Redoute: democratizar o belo e tornar o design de excelência acessível, permitindo que um público alargado tenha acesso a criações únicas. Sylvette Lepers, Diretora de Imagem e de Parcerias com Criadores da La Redoute, dá a conhecer a nova coleção cápsula.
Como foi feita a seleção dos 7 designers?
Queria que cada criador trouxesse a sua própria visão criativa e, para isso, era importante que o seu universo fosse diferente e que possibilitasse oferecer algo distinto. Ou seja, procurávamos criações fortes, únicas e com marcada identidade. Trench, sobretudo, blusão, cada um escolheu a direção que desejava seguir e veio exprimir um toque particular a uma peça forte já existente, conferindo-lhe modernidade e visibilidade.
Que valor aportam estes designers às novas peças da La Redoute?
O seu toque próprio, que pode ser traduzido num sentido de simplicidade e minimalismo únicos ou, pelo contrário, pode afirmar-se como uma abordagem poética ou exuberante. Acima de tudo, estas propostas devem impactar quem as aprecia e quem as veste – que foi algo que concretizámos com esta coleção, sem dúvida.
Estamos acostumados a peças acessíveis na La Redoute. Isso vai mudar com as novas peças?
O princípio da colaboração com um criador, um designer, é precisamente oferecer peças a preços acessíveis. Claro que quando olhamos para o portefólio total da La Redoute, concluímos que existe uma enorme variedade de sugestões para diferentes carteiras que também correspondem a produtos muito distintos.
Nestas coleções cápsula, de jovens criadores, o que propomos são peças únicas, com uma enorme atenção ao detalhe e ao design, mas a um preço comportável. Esse tem sido, aliás, o meu grande objetivo e motor ao longo dos últimos anos: trazer as melhores novidades e inspirações ao grande público, tornar o belo acessível.
Entre as sete peças, qual dos casacos é essencial para este inverno?
A escolha fica por conta de cada mulher, todas as sugestões são diferentes, cada uma com o seu estilo. Pode optar-se pela versão romântica e boémia de Louise Misha com o seu trench bordado e florido, pelo bomber cool e despreocupado de Sixsoeurs ou pela elegância minimalista de ADN Paris. Já o trench desconstruído de Christine Phung é camaleónico e intemporal e o blusão curto de Louis Gabriel Nouchi esbate a linha que separa os géneros. Finalmente, há Lucie Brochard e o seu sobretudo-cachecol de azul profundo e Dawei Sun com um blusão motard em ganga onde o vintage e a alta-costura estabelecem diálogo.
É este o começo de mais colaborações da marca com jovens designers?
A La Redoute já faz colaborações desde 1969 quando começou com o conceito de “convidado da temporada”. Emmanuelle Khanh foi a nossa primeira designer convidada com uma coleção cápsula muito feminina e moderna. Renovar e reinterpretar esse conceito, associando-o às necessidades e mudanças da sociedade, tem sido o objetivo desde então. Temos trabalhado com grandes e reconhecidos nomes – de Yves Saint Laurent a Karl Lagerfeld ou Jean Paul Gaultier – e também com outros jovens projetos em ascensão como a Sézane, com quem tivemos uma coleção em 2015 e que hoje, dez anos passados, é um nome incontornável da moda francesa. Vamos continuar a apostar nos novos talentos e a trazer coleções diferentes, únicas e entusiasmantes.