A propósito da sondagem do Cesop da Universidade Católica publicada hoje no jornal Público, em que coloca a AD à frente com 29%, seguido pelo Chega com 24% e só depois o PS com 23%.
O Eureka da política portuguesa é como combater o Chega! Mas ninguém sabe ou consegue fazer.
André Ventura tem um discurso de oportunidade, de uma enorme antecipação com um instintivo felino para ir de encontro ao que os portugueses desejam ouvir e querem.
Sim, tem gente à sua volta não recomendável, todavia enquanto André Ventura estiver impoluto no aspecto judicial será um caso sério.
Eu sei, tem casos na justiça por frases e ditos, mas a liberdade de expressão prevalece numa democracia.
André Ventura engoliu o PS e a seguir vai tentar engolir o PSD.
As pessoas e os políticos da nossa praça não estão a ver as coisas, são uns incrédulos não querem acreditar, continuam cépticos.
Há um certo espírito português que barafusta e vocifera por mudança, mas infelizmente está sempre demasiado ocupado com a sua vida e entende os casos de corrupção na política portuguesa como uma fatalidade. E chega ao ponto de naturalizar a corrupção.
A vida política portuguesa precisa de ter sentido e valores. A nossa democracia está doente e precisa de uma sociedade civil sem medo, sem autocensura, atenta, interventiva e informada.
Os cidadãos mais parecem nem-nem (nem querem saber nem lutam). Einstein dizia: "o esforço desperta responsabilidade e é a maior contribuição para todos nós".
O segredo do Chega é aproveitar todas as debilidades do sistema e procura fazê-lo implodir por dentro.
André Ventura é um jovem com 42 anos e o tempo joga a seu favor.
Concorrer a Presidente da República foi um risco, mas parece que vai compensar em visibilidade e notoriedade, estando a caminho de passar à segunda volta.
Oscar Wilde disse: "A única coisa pior do que falarem de nós é não falarem de nós". André Ventura consegue estar nas televisões a toda a hora e momento. Desperta atenção, seja positiva ou negativa, é uma forma de existência, provando que marca presença na vida política portuguesa.
O limite para André Ventura é o céu, isto é, quer ser primeiro-ministro, mas não descarta a hipótese de ser presidente.
Enquanto não se mudar o funcionamento da nossa democracia, não houver uma auditoria à nossa democracia, para os portugueses saberem quanto fica o seu custo. A justiça passe a ser igual para todos, célere e consequente. E o Estado não emagreça com o exemplo da classe política, com menos mordomias e pensões vitalícias.
O discurso de André Ventura consegue cativar muitos portugueses descontentes com tudo que se passa.
Esta é a verdade nua e crua. Mas os políticos andam entretidos a discutir º sexo dos anjos.
Fundador do Clube dos Pensadores