Líderes de todo o mundo reunidos na 80.ª Assembleia Geral das Nações Unidas adotaram, pela primeira vez, uma declaração política conjunta para combater de forma integrada as doenças não transmissíveis e os desafios da saúde mental.
A Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou esta terça-feira que o documento resulta das negociações intergovernamentais realizadas em setembro e constitui a primeira iniciativa do género a abordar simultaneamente estas duas áreas, representando “uma oportunidade única” para acelerar o progresso global, com metas concretas definidas até 2030.
“Espera-se que esta medida dê início a uma nova era no combate a alguns dos desafios de saúde mais urgentes do mundo, que afetam pessoas de todas as idades e níveis de rendimento”, refere a organização.
As doenças não transmissíveis são atualmente a principal causa de morte a nível mundial, provocando cerca de 18 milhões de mortes prematuras por ano, enquanto os problemas de saúde mental afetam mais de mil milhões de pessoas em todo o mundo.
A ONU recorda que muitas destas doenças estão associadas a fatores de risco evitáveis, como dietas pouco saudáveis, tabagismo, consumo excessivo de álcool, sedentarismo e poluição atmosférica, fatores que também têm impacto negativo na saúde mental.
Tanto as doenças crónicas como os problemas de saúde mental estão a aumentar em todos os países, afetando todas as comunidades e colocando desafios sérios não apenas à saúde pública, mas também à produtividade e ao crescimento económico sustentável.
A nova declaração marca uma “evolução significativa” face a compromissos anteriores e antecipa três metas globais a atingir até 2030: menos 150 milhões de consumidores de tabaco, mais 150 milhões de pessoas com hipertensão controlada e outras tantas com acesso a cuidados de saúde mental.