O ator norte-americano Peter Greene, conhecido pelos papéis memoráveis em Pulp Fiction e A Máscara, morreu aos 60 anos. O corpo foi encontrado na tarde de sexta-feira no apartamento onde vivia, no Lower East Side, em Nova Iorque. A morte foi declarada no local.
Com uma carreira marcada por personagens duras e inquietantes, Greene tornou-se um dos vilões mais reconhecíveis do cinema dos anos 90. Em Pulp Fiction, de Quentin Tarantino, deu vida a Zed, um segurança sádico que ficou gravado na memória dos fãs. Já em A Máscara, contracenou com Jim Carrey no papel do implacável mafioso Dorian Tyrell.
A morte foi confirmada pelo seu agente de longa data, que deixou uma homenagem emocionada ao ator: era, disse, “um talento raro, com um coração enorme”, sublinhando a dedicação total que colocava em cada personagem.
Apesar de ter fama de exigente nos bastidores, Peter Greene era visto por colegas como um perfeccionista. Tinha regressado ao trabalho com entusiasmo e preparava-se para iniciar, em janeiro, as filmagens de um thriller independente ao lado de Mickey Rourke, projeto que acabou por ficar suspenso com a sua morte.
Natural de New Jersey, Greene teve uma juventude marcada por dificuldades, viveu nas ruas de Nova Iorque ainda adolescente e enfrentou problemas graves com drogas. Após um período negro na década de 90, procurou ajuda e conseguiu reconstruir a vida e a carreira, tornando-se um exemplo de superação em Hollywood.
Ao longo de mais de três décadas, somou cerca de uma centena de participações em cinema e televisão, com passagens por títulos como Os Suspeitos do Costume, Training Day, Blue Streak e Clean, Shaven.