terça-feira, 10 fev. 2026

Fiscalização aperta na estrada

Autoridades intensificam ações de fiscalização nas últimas duas semanas
Fiscalização aperta na estrada

O Estado central apertou a fiscalização aos motoristas de autocarros de passageiros nas últimas duas semanas. «A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) tem intensificado a fiscalização, cruzando informação tributária de forma a detetar possíveis casos de incumprimento de tempos de descanso», informa a secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias. 

Quem não tem cão, caça com gato. À falta de tacógrafos, cabe à ACT recolher nas empresas municipais de transporte os registos de trabalho dos condutores, para depois cruzar essa informação com o rasto que deixam nos expressos rodoviários, onde os aparelhos digitais já são obrigatórios. Quanto à informação tributária, o contributo para apanhar casos de fraude é relativo. O Nascer do SOL sabe que pelo menos uma empresa de viação de longo curso, da região Norte, paga a funcionários da STCP em notas. Os crimes de fraude fiscal e de atentado à segurança rodoviária andam juntos na autoestrada.

Também há agentes da PSP e militares da GNR, assim como motoristas de camiões do lixo, com carta de pesados de passageiros, a dar ‘uma perninha’ nos expressos de longo curso nas folgas, fins-de-semana e noites de descanso. A Unidade Nacional de Trânsito da GNR, no entanto, parece apostada em limpar a casa e a autoestrada de motoristas irresponsáveis. Nestes quinze dias, multiplicou operações de verificação de tacógrafos – e deu disso notícia nas redes sociais.

Nas últimas semanas, as brigadas de trânsito da GNR apanharam dois crimes de falsificação de tacógrafo, em Alverca e Estarreja, assim como um condutor de um expresso Lisboa-Lagos a conduzir sem cartão inserido no aparelho em plena Ponte Vasco da Gama. «Desde o início da operação, a Unidade Nacional de Trânsito, com os Destacamentos de Trânsito sob o seu controlo, já detetou 146 horas e 25 minutos de repouso e pausas em falta, distribuídos por 75 infrações aos condutores fiscalizados», informa a GNR «Isto significa fadiga acumulada, condutores sem descanso obrigatório e risco elevado de acidentes graves. Por favor, descanse!», conclui a publicação desta Polícia nas redes sociais. A fiscalização procura ser um fator de prevenção do risco.