Portugal foi eleito a “economia do ano” pela revista britânica The Economist, que voltou a analisar o desempenho económico dos 36 países mais ricos do mundo. Depois da vitória de Espanha em 2024, é agora Portugal que assume o primeiro lugar do ranking, enquanto os espanhóis caem para a quarta posição, empatados com a Colômbia.
Na quinta edição desta avaliação anual, a The Economist voltou a cruzar cinco indicadores fundamentais: inflação, desvio da inflação, crescimento do PIB, emprego e desempenho dos mercados acionistas.
Segundo a publicação, Portugal destacou-se por ter conseguido “combinar um forte crescimento do PIB, baixa inflação e um mercado de ações em alta”.
A revista sublinha ainda que o turismo continua a ser um dos principais motores da economia portuguesa, contribuindo significativamente para o emprego e para o dinamismo interno. A The Economist nota também que “muitos estrangeiros ricos estão a mudar-se para o país para aproveitar as baixas taxas de impostos”, fenómeno que, diz, ajuda a alimentar a economia nacional.
No pódio surgem ainda Irlanda, em segundo lugar, e Israel, em terceiro. Já no fundo da tabela aparecem economias maioritariamente do norte da Europa: Estónia, Finlândia e Eslováquia ocupam as últimas posições.
A distinção levou o primeiro-ministro, Luís Montenegro, a reagir na rede X, onde classificou o reconhecimento como “uma justa aclamação do mérito e do trabalho dos portugueses”. O chefe do Governo afirmou que o resultado “reforça a motivação” para manter o rumo económico, defendendo que é “a reformar com coragem e a tornar o país mais competitivo e produtivo” que será possível continuar a criar emprego, aumentar salários e fortalecer o Estado social.
As previsões oficiais apontam para um crescimento económico de 2% este ano e 2,3% em 2025, perspetivando a continuação da trajetória positiva destacada pela publicação britânica.