sábado, 17 jan. 2026

María Corina Machado confirma presença na cerimónia do Nobel da Paz em Oslo, apesar de ameaças do regime venezuelano

A incerteza sobre a viagem adensou-se após, em novembro, o procurador-geral da Venezuela ter declarado que a dirigente seria considerada uma “fugitiva” caso abandonasse o país para receber o prémio
María Corina Machado confirma presença na cerimónia do Nobel da Paz em Oslo, apesar de ameaças do regime venezuelano

A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, vai viajar para Oslo para receber o Prémio Nobel da Paz, confirmou este sábado o diretor do Instituto Nobel Norueguês, dissipando dúvidas sobre a sua presença na cerimónia marcada para 10 de dezembro.

“Conversei com a senhora Machado ontem [sexta-feira] à noite e ela confirmou que estará em Oslo para a cerimónia”, afirmou Kristian Berg Harpviken à agência AFP.

O responsável acrescentou, contudo, que “dada a situação de segurança, não podemos dizer mais nada sobre a data e como chegará”.

A incerteza sobre a viagem de María Corina Machado adensou-se após, em novembro, o procurador-geral da Venezuela ter declarado que a dirigente seria considerada uma “fugitiva” caso abandonasse o país para receber o prémio.

A política de 58 anos foi distinguida em 10 de outubro pelo seu papel na luta pela transição democrática na Venezuela — um reconhecimento internacional que surge num momento particularmente tenso no país.

Em 2024, Machado foi impedida de concorrer às eleições presidenciais, vencidas por Nicolás Maduro num escrutínio contestado pela oposição.

Os EUA e grande parte da comunidade internacional recusaram reconhecer o resultado, apontando irregularidades graves e falta de garantias democráticas.

A confirmação da presença de María Corina Machado em Oslo acontece precisamente no dia em que cerca de trinta países organizam manifestações em defesa da liberdade na Venezuela.

Entre as mobilizações está uma ação na Ilha da Madeira, quatro dias antes da entrega oficial dos Prémios Nobel, que este ano ganha ainda maior simbolismo político devido à repressão contínua sobre a oposição venezuelana.