Frank Gehry, um dos nomes mais influentes da arquitetura contemporânea, morreu esta sexta-feira, aos 96 anos, na sua casa em Santa Mónica, Califórnia. A informação foi avançada pelo The New York Times, citando Meaghan Lloyd, chefe de gabinete do atelier Gehry Partners.
Nascido em Toronto, em 1929, Gehry mudou-se ainda adolescente para Los Angeles, onde viria a tornar-se cidadão norte-americano em 1947.
Formou-se em Arquitetura na Califórnia e estudou também em Harvard, antes de iniciar um percurso independente que acabaria por revolucionar a forma como o mundo olha para os edifícios e para as cidades.
O génio por detrás do Guggenheim de Bilbau
A sua obra mais reconhecida globalmente é o Museu Guggenheim de Bilbau, inaugurado em 1997, cuja arquitetura arrojada transformou a cidade basca num símbolo mundial de renascimento urbano. Mas o portefólio de Gehry inclui ainda projetos icónicos em Los Angeles, Paris, Nova Iorque e Praga.
Um mestre premiado em todo o mundo
Ao longo da carreira, Frank Gehry foi distinguido com mais de cem prémios internacionais, incluindo o prestigiado Pritzker (1989), o Praemium Imperiale do Japão (1992), a Medalha de Ouro do American Institute of Architects (1999) e o Prémio Príncipe das Astúrias das Artes, de Espanha (2014).
Em Portugal, o arquiteto chegou a ser convidado por Pedro Santana Lopes, então presidente da Câmara de Lisboa, para desenvolver um projeto para o Parque Mayer, mas a proposta nunca saiu do papel.
Criador de formas ousadas, pioneiro de novas linguagens e figura incontornável do século XX, Frank Gehry deixa um legado artístico e cultural que continuará a marcar gerações.