A estação do Metro de Santa Apolónia, em Lisboa, vai encerrar durante cerca de seis meses a partir de janeiro ou fevereiro de 2026, devido aos trabalhos do Plano Geral de Drenagem de Lisboa (PGDL). O anúncio foi feito esta quinta-feira pelo presidente da Câmara Municipal, Carlos Moedas, que deixou um aviso claro: os lisboetas devem preparar-se para perturbações significativas na mobilidade.
O autarca, que esta manhã acompanhou o arranque da escavação do segundo túnel do PGDL — obra conduzida pela tuneladora H2O, entre o Beato e Chelas, numa extensão de um quilómetro — explicou que os cálculos finais do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) ainda estão a ser concluídos, razão pela qual a intervenção só avança no início de 2026.
Segundo Moedas, trata-se de um projeto “muito delicado”, dado que o novo túnel de drenagem vai passar muito próximo da infraestrutura do Metro. Por motivos de segurança, o troço entre Terreiro do Paço e Santa Apolónia terá de ficar totalmente inoperacional durante os trabalhos.
Apesar do impacto previsto, o presidente da Câmara garante que serão disponibilizadas alternativas de transporte público, com reforço da Carris e ajustes de mobilidade para minimizar o transtorno.
“É uma obra essencial para a cidade e para o futuro de Lisboa. Pedimos a compreensão de todos”, sublinhou Moedas.