Uma mulher de 56 anos foi detida no concelho de Cascais e ficou em prisão preventiva por suspeitas de violência doméstica agravada e tentativa de homicídio da própria mãe. A informação foi divulgada esta quarta-feira pela PSP, através do Comando Metropolitano de Lisboa.
Em comunicado, a polícia explica que a suspeita foi detida fora de flagrante delito, na sequência de diligências realizadas na quarta-feira, depois de a vítima ter denunciado “o agravamento da situação de violência doméstica que já se vinha arrastando há anos”.
Agressões, injúrias e ameaças de morte em escalada
De acordo com a PSP, os episódios de violência doméstica estavam a aumentar de intensidade, envolvendo injúrias, agressões físicas e ameaças contra a vida da idosa.
A situação agravou-se na tarde de quarta-feira, quando, “por lapso, a vítima carregou no botão do aparelho de teleassistência”. A filha ouviu a mãe explicar aos elementos da Cruz Vermelha que se tratava de um engano e que não necessitava de ajuda.
Segundo a PSP, “a mulher interpretou tal explicação como uma mentira e considerou que a vítima teria agido intencionalmente”, reagindo com novas agressões verbais. A polícia foi chamada ao local pelas 20h00, devido à denúncia de “situação de violência doméstica”.
Tentativa de asfixia após saída da polícia
Após os agentes abandonarem a casa, a situação tornou-se ainda mais grave. A PSP relata que a suspeita se deslocou ao quarto onde a mãe estava deitada e “colocou-lhe uma almofada sobre a cara, tapando-lhe as vias respiratórias”, ao mesmo tempo que a abanava e ameaçava de morte.
A idosa conseguiu fugir de casa e pernoitou num hotel, onde permaneceu em segurança.
Prisão preventiva decretada pelo Tribunal de Cascais
A mulher foi detida no dia seguinte e apresentada ao Tribunal Judicial de Cascais, que decidiu aplicar a medida de prisão preventiva, a mais gravosa das medidas de coação previstas na lei.
A PSP sublinha que continua a acompanhar o caso, reforçando a resposta policial às situações de violência doméstica — crime público que deve ser denunciado por qualquer cidadão que tenha conhecimento dos factos.