O tiroteio do passado fim de semana numa festa de aniversário infantil na Califórnia, que provocou quatro mortos, foi o 17.º massacre registado este ano nos EUA, o valor mais baixo desde 2006.
Especialistas citados pelos responsáveis de uma base de dados mantida pela Associated Press, USA Today e Northeastern University alertam, contudo, que a descida não significa necessariamente maior segurança duradoura. Há a hipótese de refletir apenas um regresso a níveis médios após picos anómalos de violência registados em 2018 e 2019.
James Alan Fox, criminologista da Northeastern University e gestor da base de dados, sublinhou que os assassinatos em massa caíram cerca de 24% face a 2024, ano que também registara uma redução de 20% comparativamente a 2023.
Os homicídios em massa, definidos como incidentes em que quatro ou mais pessoas, excluindo o atacante, são mortas num período de 24 horas, são estatisticamente raros, o que torna os dados anuais voláteis.
A diminuição das taxas gerais de homicídio e de crimes violentos, que subiram durante a pandemia de Covid-19, pode estar a contribuir para a queda deste tipo de incidentes letais, segundo os especialistas consultados.
Nos últimos anos, 22 estados norte-americanos tornaram obrigatórias avaliações de ameaça em escolas, medida que poderá ter evitado alguns ataques em ambiente escolar, embora sem impacto visível noutros locais públicos.
A esmagadora maioria das vítimas de massacres morre por disparos de arma de fogo: 82% dos homicídios em massa deste ano envolveram armas de fogo e, desde 2006, 81% das 3.234 vítimas mortais foram baleadas, evidenciando a prevalência da violência armada como principal causa destes incidentes nos EUA.