PS defende “sentido de Estado” na viabilização do Orçamento de 2026

José Luís Carneiro rejeitou também comprometer o voto do PS no próximo Orçamento do Estado
PS defende “sentido de Estado” na viabilização do Orçamento de 2026

O secretário-geral do PS afirmou esta sexta-feira que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, “em vez de se queixar”, deveria “reconhecer e valorizar o sentido de Estado” dos socialistas ao viabilizarem a proposta de Orçamento do Estado para 2026. José Luís Carneiro recusou qualquer compromisso futuro com o orçamento para 2027.

“Eu não sei de que se queixa o doutor Luís Montenegro. Eu diria que ele devia era reconhecer e valorizar o sentido de estado e de serviço ao país que revelou o PS porque se ontem [quinta-feira] tivesse votado contra o orçamento, nós hoje estaríamos de novo mergulhados numa crise política”, afirmou Carneiro no final de uma visita à APAV, em resposta às críticas do primeiro-ministro de que PS e Chega teriam invadido a “esfera de decisão” do Governo durante o processo orçamental.

O líder socialista acusou Montenegro de falta de memória, lembrando que o PSD apresentou, enquanto oposição, “mais de 220 propostas” ao Orçamento do Estado de 2023 e “mais de 290 propostas” ao de 2024. “O PS apresentou 100 e viu serem viabilizadas 31”, frisou, assegurando que a viabilização do orçamento foi feita “pelos interesses do país”, sem esperar qualquer reconhecimento do executivo.

José Luís Carneiro rejeitou também comprometer o voto do PS no próximo Orçamento do Estado: “Pois com certeza que é isso que eu estou a dizer, ou seja, nós não nos podemos comprometer com o próximo orçamento, porque nós agora mostramos o nosso sentido de responsabilidade tendo em conta os objetivos extraordinários que tem o Governo”.

O dirigente sublinhou, citado pela agência Lusa, que, no final de 2026, dirá ao Executivo que o PS deu “todas as condições para cumprir” aquilo que prometeu aos portugueses.