segunda-feira, 09 fev. 2026

Incêndio em Hong Kong: Oito pessoas detidas por obras de renovação que agravaram tragédia

Além dos 128 mortos, há registo de 79 feridos, segundo o balanço mais recente. O governo confirmou ainda que “89 corpos resgatados não foram ainda identificados” e que cerca de 200 pessoas continuam desaparecidas
Incêndio em Hong Kong: Oito pessoas detidas por obras de renovação que agravaram tragédia

A agência anticorrupção de Hong Kong anunciou esta sexta-feira a detenção de oito pessoas relacionadas com as obras de renovação do complexo residencial destruído pelo incêndio que, esta semana, provocou pelo menos 128 mortos. Este é já considerado o pior desastre do género na cidade em décadas.

Segundo as autoridades, entre os detidos estão “dois responsáveis do gabinete de estudos encarregado pelos trabalhos de renovação, dois chefes de obra, três subcontratantes de andaimes e um intermediário”.

As detenções ocorrem no âmbito de investigações que procuram apurar responsabilidades nos materiais utilizados e na segurança das obras.

No mesmo dia, o governo da região administrativa especial chinesa divulgou as conclusões preliminares sobre o incêndio, apontando que a dimensão da tragédia foi agravada pelo uso de andaimes de bambu e painéis de isolamento de espuma altamente inflamáveis.

De acordo com o relatório técnico, estes materiais “contribuíram para a progressão das chamas e para que as temperaturas registadas no local fossem mais elevadas”.

"Com base nas informações iniciais que temos, acreditamos que o fogo começou na tela de proteção [material de espuma para proteger contra propagação de pós e queda de objetos] localizada na parte externa dos andares inferiores (...), e subiu rapidamente devido aos painéis", afirmou o chefe de segurança da região administrativa especial, Chris Tang.

As chamas alastraram num edifício dos anos 80, composto por oito torres e com quase quatro mil residentes.

Além dos 128 mortos, há registo de 79 feridos, segundo o balanço mais recente. O governo confirmou ainda que “89 corpos resgatados não foram ainda identificados” e que cerca de 200 pessoas continuam desaparecidas, número que inclui vítimas não identificadas recuperadas no local.

Os bombeiros concluíram esta manhã todas as operações de combate ao incêndio. As chamas ficaram “amplamente extintas” às 10h18 locais (02h18 em Lisboa), informou um porta-voz do governo à agência AFP, com base nos dados fornecidos pelas equipas no terreno