O número de vítimas mortais do incêndio que atingiu um complexo de arranha-céus no bairro de Tai Po, em Hong Kong, subiu para 55, segundo informações avançadas pelo South China Morning Post. As equipas de socorro continuam a dar conta de pelo menos 279 desaparecidos, enquanto o fogo permanece ativo.
Incêndio segue sem controlo e há alerta para risco de desabamento
As autoridades confirmam que cerca de 60 pessoas estão hospitalizadas, incluindo 16 em estado crítico. O incêndio, que deflagrou na quarta-feira, continua a ser combatido em condições extremas, com temperaturas “muito elevadas”, segundo os bombeiros.
Há ainda um aviso oficial para o risco de colapso dos andaimes que envolvem o edifício.
Edifício em obras; três detidos no âmbito da investigação
O complexo, composto por oito blocos residenciais onde viviam cerca de 4500 pessoas, estava em obras desde 2024, utilizando andaimes de bambu. A origem das chamas permanece desconhecida, mas a polícia já abriu uma investigação e três pessoas ligadas a uma construtora foram detidas.
As autoridades admitem que as lonas de plástico colocadas nas janelas podem ter contribuído para a rápida propagação das chamas.
Moradores retirados e campanha eleitoral suspensa
Centenas de residentes foram evacuados para abrigos temporários, enquanto Hong Kong decidiu suspender todas as ações de campanha para as eleições do Conselho Legislativo, marcadas para 7 de dezembro.
Tragédia recorda incêndios mortíferos da história de Hong Kong
O número crescente de vítimas já coloca este desastre entre os mais graves das últimas décadas na região. Em 1962, um incêndio em Sham Shui Po causou 44 mortos, e em 1996 o fogo no edifício Garley, em Kowloon, provocou 41 vítimas mortais e mais de 80 feridos.