O terceiro dia de votações do Orçamento do Estado para 2026 (OE2026), dedicado à saúde e educação, terminou com 67 propostas aprovadas — o número mais alto até agora. O PCP destacou-se como o partido da oposição com mais medidas validadas, enquanto o JPP conseguiu as suas primeiras aprovações.
PSD e CDS-PP tiveram 11 propostas aprovadas, mas viram ser rejeitada a intenção de aumentar as propinas do ensino superior. Já uma proposta do PS, apoiada pelo Chega, garantiu que o valor continuará congelado nos 697 euros no ano letivo 2026/2027. Os partidos do Governo conseguiram ainda avançar com uma medida que prepara novas parcerias público-privadas no Serviço Nacional de Saúde.
O PS fez aprovar oito propostas, incluindo um programa para atrair médicos portugueses no estrangeiro de volta ao SNS, com incentivos fiscais e financeiros. Foi também validada a criação de mais creches com horários adaptados aos profissionais de saúde.
Com 15 propostas aprovadas, o PCP viu avançar projetos de infraestrutura como a modernização da Linha do Oeste, a duplicação do IP3 e passos para lançar a Terceira Travessia do Tejo entre Barreiro e Lisboa.
O Livre aprovou 10 medidas, entre elas o retomar das negociações com Espanha para reativar os comboios noturnos internacionais e a elaboração da estratégia nacional de combate à pobreza para 2027-2030.
O PAN teve nove propostas aprovadas, incluindo medidas anticorrupção na formação da Administração Pública. O Chega validou oito iniciativas, como a redução do IVA das obras de arte para 6% e a criação de um cheque de saúde mental quando o SNS ultrapassar tempos máximos de resposta.
O BE conseguiu aprovar três propostas, incluindo a reabertura da Linha do Douro até Barca d’Alva e dragagens em vários portos do norte. O JPP estreou-se com as primeiras medidas aprovadas e a Iniciativa Liberal validou apenas uma.