Com a entrada de Portugal na CEE (atual UE) em 1986, trouxe mudanças, sociais, e legislativas, a modernização da economia, abertura de novos mercados, acesso a fundos europeus para infraestruturas, e uma maior mobilidade e oportunidades para os cidadãos.
Na realidade a revolução de abril de 1974, modificou todo um país que se encontrava moribundo e isolado do mundo exterior. Foi graças a três grandes Personalidades, Mário Soares, Sá Carneiro e Ramalho Eanes que a democracia foi consolidada com reconhecimento global.
Eu faço esta abordagem longínqua. Será que Portugal está no bom caminho, porque pertence às instâncias internacionais mais prestigiadas? Pensando que tudo nos resolvem? Se tudo isso fosse verdade, porque continuamos na cauda da Europa e sempre dependentes de ajuda externa? Não é por falta de talento e inteligência, Portugal tem e exporta. O nosso problema é político, oportunismo e comportamento estando todos interligados. Os governos do passado e do presente, dizem que estão empenhados no regresso do talento dos jovens que emigraram, quando a realidade é que já não temos lugar para esses jovens talentosos, a mediocridade e incompetência partidária, tomou conta dos lugares de topo de toda a administração e aqui está o nosso problema da estagnação.
Os partidos políticos, PPD/PSD e PS, a sua preocupação é ganhar eleições e ser governo, fazer acordos para o futuro nomeadamente, na saúde, justiça, administração pública e outras áreas, infelizmente não tem sido possível, porque estes dois partidos vivem das suas clientelas e nada podem dividir. Com todo este procedimento a direita radical xenófoba está em crescimento e a democracia hoje está em perigo.
Em breve vamos ter eleições para o mais alto cargo da nação, Presidente da República. A sua função é cumprir e fazer cumprir a Constituição. Representar o Estado, garantir a unidade e o regular funcionamento das instituições. Não governa, mas tem o poder de recomendar e exigir a todas as instituições, nomeadamente ao Governo, Assembleia da República e Chefias das Forças Armadas que cumpram sem desvios as funções que desempenham. O Presidente da República tem todos os poderes que a constituição lhe confere, pode demitir o Primeiro– Ministro, dissolver a Assembleia da República e marcar novas eleições, demitir as Chefias da Forças Armadas.
Sendo o nosso sistema político semipresidencialismo, dividindo o poder executivo entre Presidente (Chefe de Estado) eleito diretamente pelo povo e um primeiro-ministro (Chefe do Governo) que precisa do apoio do parlamento. O Presidente cuida dos assuntos do estado e das Forças Armadas, enquanto o Primeiro-ministro lidera o governo e as políticas públicas.
O cargo de Presidente da República, deve ser apartidário, porque a sua eleição é feita por sufrágio direto por todos os portugueses, sendo realizadas em 18/01/2026. Temos vários candidatos ex. António José Seguro, com o apoio de parte do PS, partido que foi líder e derrotado. Marques Mendes, com o apoio de parte do PSD, partido que foi líder e derrotado. Estes dois candidatos dizem que têm muita experiência e referem Gouveia e Melo com menos experiência. Eu vou lembrá-los, estes dois líderes com tanta experiência, foram despejados da liderança do PS e PSD pelos próprios militantes. Se é este o currículo de experiência, não é SUCESSO, mas é CADASTRO. Como podem ser independentes com este passado? Eles são o símbolo e comprometimento do apoio dos seus partidos políticos.
Ser Presidente da República é estar livre de compromissos com partidos políticos. Henrique Gouveia e Melo, tem perfil, tem personalidade e tem sucesso. Não faz cedências porque não está comprometido. O seu compromisso é com todos os portugueses. Eu voto e apoio um candidato a Presidente da República independente, Henrique Gouveia e Melo