segunda-feira, 09 fev. 2026

TAP com lucro de 55,2 milhões de euros até setembro

Em termos de perspetivas para o último trimestre do ano, as reservas mantêm-se robustas, ligeiramente acima do ano anterior, num contexto de aumento da capacidade e de uma clara tendência para janelas de reserva mais curtas
TAP com lucro de 55,2 milhões de euros até setembro

A TAP registou um resultado líquido positivo de 126 milhões de euros no terceiro trimestre deste ano e obteve um lucro de 55,2 milhões no acumulado dos primeiros nove meses de 2025.

Até setembro, a TAP transportou um total de 12,7 milhões de passageiros, o que representa um aumento de 2,9% face ao mesmo período de 2024 . Já o número de voos operados registou um ligeiro crescimento homólogo de 0,7%, praticamente em linha com o período anterior.

A capacidade aumentou 3% face aos 9M24, enquanto os RPK cresceram 4,6%, resultando numa melhoria de 1,3 p.p. no Load Factor, que atingiu 84,2% nos primeiro novo meses do ano.

Nesse período, as receitas operacionais totalizaram 3.281,3 milhões de euros, aumentando 15,4 milhões de euros (+0,5%) face a igual período do ano passado.

Os custos operacionais recorrentes aumentaram 4,3%, atingindo 3 054,0 milhões  de euros nos primeiros nove meses de 2025. O CASK dos custos operacionais recorrentes aumentou 1,3%, para 7,33 cêntimos, comparando com igual período do ano passado.

O EBITDA recorrente totalizou 592 milhões nos primeiros nove meses do ano, com uma margem de 18%, reduzindo73,5 milhões (-11,0%) face ao período homólogo. O EBIT recorrente atingiu  227,2 milhões, com uma margem de 6,9%, uma diminuição de 110,5 milhões (-32,7%) face aos nove primeiro meses de 2024.

A empresa revela que, em 2025, a TAP teve um dos verões mais movimentados, com aumento da capacidade (+4%), mais passageiros transportados (+4%) e mais voos operados (+1%) face ao verão de 2024. “Ainda assim, foi também um dos mais desafiantes, com várias disrupções operacionais, nomeadamente constrangimentos no controlo de fronteiras nos aeroportos nacionais e no espaço aéreo europeu, impactando a performance operacional e a satisfação dos clientes”.

Luís Rodrigues, CEO da TAP, considera que “a TAP apresentou uma performance sólida no terceiro trimestre, com um aumento de receitas, impulsionadas por um contributo relevante da manutenção, resultados operacionais sólidos e um resultado líquido positivo que compensou integralmente as perdas do primeiro semestre, dando assim continuidade ao desempenho do segundo trimestre”.

De acordo com o responsável, “este foi um dos verões mais movimentados dos últimos anos, com maior capacidade, mais passageiros transportados e voos operados”, mas também lembra que foi “um dos mais desafiantes, marcado por pressões concorrenciais persistentes e disrupções operacionais, desde greves, principalmente no handling, e constrangimentos no controlo de fronteiras nos aeroportos nacionais até restrições no espaço aéreo europeu e eventos meteorológicos adversos, que continuam a afetar a nossa operação, exigindo uma forte coordenação e resiliência das nossas equipas para mitigar impactos.”

E acrescenta: “Durante este trimestre, o nosso acionista aprovou o início do processo de privatização parcial do capital da TAP. Como este processo deverá prolongar-se por vários trimestres, o nosso foco estratégico mantém-se inalterado: transformar a TAP numa empresa sustentadamente rentável e atrativa, consolidando a eficiência operacional e a sustentabilidade financeira, através do nosso compromisso e trabalho diário, com o apoio dos nossos stakeholders e a dedicação das nossas pessoas.”

Já em termos de perspetivas para o último trimestre do ano, as reservas mantêm-se robustas, ligeiramente acima do ano anterior, num contexto de aumento da capacidade e de uma clara tendência para janelas de reserva mais curtas. “A pressão concorrencial nos principais mercados deverá manter-se, continuando a condicionar a evolução das receitas unitárias. O foco permanece em maximizar a qualidade das receitas nos principais mercados, através de Load Factor fortes, tirando partido da vantagem geográfica e da rede única da TAP para manter a sua posição de liderança”.

Apesar dos atrasos na entrega de aeronaves e em toda a cadeia de abastecimento, a estratégia de modernização da frota continua a avançar, com a entrega prevista de uma aeronave Airbus NEO até ao final do ano, contribuindo para uma operação mais eficiente e sustentável. O foco estratégico mantém-se inalterado: reforçar a rede e consolidar sobre a mesma uma companhia financeiramente sustentável, com uma operação consistente e eficiente.