A Guarda Civil espanhola deteve um homem, vigilante numa reserva de caça em Toledo, perto de Madrid, por suspeita de ter abatido a tiro uma águia imperial ibérica, uma das espécies de aves de rapina mais ameaçadas de extinção na Península Ibérica.
Em comunicado divulgado esta quinta-feira, as autoridades espanholas indicam que, em fevereiro, foi encontrada morta uma águia imperial na região de La Mancha Toledana, integrada na rede de áreas protegidas da comunidade autónoma de Castela-Mancha.
Aquela rede de conservação ambiental inclui refúgios de vida selvagem e de pesca, bem como Zonas de Proteção Especial (ZPE) e Sítios de Importância Comunitária (SIC), ambos integrados na Rede Natura 2000, o que implica medidas rigorosas de proteção e recuperação de espécies ameaçadas.
Após meses de investigação, com análises forenses e recolha de provas, os agentes encarregados do caso concluíram que o animal foi morto por disparo de arma de fogo, tendo conseguido identificar o alegado autor e apreender a arma supostamente utilizada no crime.
O suspeito enfrenta agora uma pena de prisão até dois anos, podendo também ser proibido de exercer a atividade profissional, de caçar ou pescar, e ainda impedido de obter licença ou porte de arma por, pelo menos, quatro anos.
A águia imperial ibérica (Aquila adalberti) é uma espécie endémica da Península Ibérica e considerada “em perigo” pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), estando protegida por legislação espanhola e europeia.