O Presidente brasileiro afirmou esta quarta-feira que se vai recandidatar o cargo para que "nunca mais alguém de extrema-direita" governe o país. "Eu sei da dificuldade, mas, se depender de mim, nunca mais alguém de extrema-direita, negacionista, vai governar esse país", disse Lula da Silva em entrevista a seis agências internacionais.
O chefe de Estado brasileiro disse ainda que a sua missão é fazer com que o povo compreenda "a diferença da democracia com o autoritarismo". Aos 80 anos, indicou que, para ser candidato, é necessário ter saúde, mas assegurou ter bastantes cuidados, adiantando que se encontra no melhor momento da sua vida, em termos pessoais e políticos.
Lula da Silva lidera todos os cenários de intenção de voto face a qualquer um dos prováveis candidatos. Caso vença, será a primeira vez que um mesmo candidato exerce por quatro vezes a chefia de Estado no Brasil.
Jair Bolsonaro, impedido de concorrer a quaisquer eleições nos próximos oitos anos, ainda não disse quem será o seu sucessor político. Para além disso, o Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil começa a apreciar, a 7 de novembro, o recurso apresentado pelo ex-Presidente contra a condenação de mais de 27 anos de prisão.
A 11 de setembro, Bolsonaro e sete dos seus mais próximos colaboradores, entre antigos ministros e altos comandos militares, foram condenados por orquestrarem um golpe após perderem as eleições de 2022, vencidas pelo atual Presidente, Lula da Silva.
O ex-chefe de Estado recebeu a pena mais severa de todas por ter sido considerado o líder da "organização criminosa" que procurou "perpetuar-se no poder". A sentença foi publicada em 22 de outubro, data a partir da qual se abriu o prazo para apresentação de recursos.
Bolsonaro, de 70 anos, encontra-se em prisão domiciliária na sua residência em Brasília, desde agosto