No dia 3 de Setembro, em Valongo, um casal foi espancado por 13 pessoas diante da filha de 2 anos. Uma barbaridade praticada por selvagens. Num vídeo, vê-se um homem tombando no solo a ser pontapeado, socado e agredido com paus, ferros e facas. Não morreu por milagre. O motivo da agressão foi tentar acalmar uma rixa entre duas mulheres.
No dia 31 de Outubro, funcionários – duas mulheres e um homem - de um café em Ovar foram agredidos por sete pessoas que se recusaram a pagar as bebidas alcoólicas que consumiram. O homem foi mordido, socado, pontapeado, atingido com garrafas e estrangulado com um «mata-leão» que quase o matava.
A comunicação social designou estes agressores por «grupo».
Lendo as notícias de agressões ao longo dos últimos anos constatamos que há um padrão de violência atribuída a «grupos» ou a «grupos familiares». Por motivos insondáveis, estes «grupos» têm uma predilecção especial para libertarem a sua fúria nos hospitais: agridem enfermeiros no Hospital Curry Cabral, agridem seguranças e profissionais de saúde no Hospital de Famalicão, agridem enfermeiros e tentam atropelar um polícia no Hospital de São João no Porto, invadem o hospital de Abrantes – fora o que não é noticiado.
Mas, além dos hospitais, os «grupos» ou «grupos de famílias» também soltam a besta que têm dentro de si contra professoras, polícias, cidadãos sem grupo e, por vezes, entre eles próprios. Casamentos e festas são momentos propícios para estourar a violência entre estes «grupos de famílias». Mas, talvez sejam apenas treinos com fogo real para a próxima incursão violenta a um hospital.
Alex e o seu grupinho de psicopatas de Laranja Mecânica têm muito que aprender com estes «grupos».
Sendo certo que há «grupos» em Portugal que não cumprem as leis e recorrem à violência amiúde, a grande questão é saber quem são estes «grupos» misteriosos. Ora se jornalistas que descobrem tudo não sabem, se a própria Polícia também não tem a certeza de quem eles são, como pode o cidadão comum proteger-se deste perigo invisível que, quando menos se espera, o pode atacar em «grupo»?
Batem forte, fortemente, gente não são certamente.
O casal de Valongo, os funcionários do café de Ovar e os médicos e enfermeiros agredidos talvez saibam quem ele são. Porém, é natural que temam pela sua vida se os identificarem, pois já experimentaram na pele a brutalidade destes «grupos». Além disso, estes «grupos» ou «grupos familiares» parecem ter uma parentela que nunca mais acaba e que, mal ouve os tambores de guerra, se junta ao «grupo» com bastões, facas e caçadeiras, engrossando-o e tornando-o ainda mais perigoso.
Alex tem realmente muito que aprender com estes «grupos». Se, em vez do bando de psicopatas que o traiu, tivesse formado um «grupo familiar» com laços de sangue acima da lei, e casado com uma prima de 14 anos, nunca teria sido preso e sujeito ao método Ludovico.