domingo, 18 jan. 2026

Mulher grávida morre no hospital Amadora-Sintra após ter sido mandada para casa

Descoberto problema de hipertensão numa consulta na quarta-feira, foi enviada para casa com indicação de nova marcação. Voltou às urgências horas depois e o desfecho foi trágico.
Mulher grávida morre no hospital Amadora-Sintra após ter sido mandada para casa

Uma mulher grávida de 38 semanas morreu na madrugada desta sexta-feira no hospital Fernando da Fonseca (Amadora-Sintra), em Lisboa.

De acordo com a CNN Portugal, a mulher, de 37 anos e nacionalidade guineense, tinha estado na unidade hospitalar na tarde de quarta-feira para uma consulta de rotina, onde foi detetado um episódio de hipertensão. Após avaliação médica, foi enviada para casa com nova consulta marcada.

Horas depois, regressou à urgência com novo pico de tensão arterial. O parto foi realizado e o bebé nasceu, mas encontra-se com prognóstico muito reservado.

Após o nascimento, a mulher voltou a sentir-se mal e acabou por morrer por volta das 02h00 desta sexta-feira.

O hospital Amadora-Sintra, contactado pela CNN Portugal, garantiu que está a averiguar o caso e remeteu esclarecimentos para mais tarde.

Sublinhe-se que esta morte ocorre num momento de forte pressão sobre o Ministério da Saúde, com o Presidente da República a ter criticado, na quinta-feira, as constantes mudanças de política no setor.

Já, na quarta-feira, também o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, tinha desafiado o primeiro-ministro a demitir a ministra da Saúde.

Nem a propósito, Ana Paula Martins será ouvida no Parlamento no âmbito da discussão do Orçamento do Estado para 2026, a partir das 15h00, onde provavelmente será confrontada com este episódio.