Uma mulher grávida de 38 semanas morreu na madrugada desta sexta-feira no hospital Fernando da Fonseca (Amadora-Sintra), em Lisboa.
De acordo com a CNN Portugal, a mulher, de 37 anos e nacionalidade guineense, tinha estado na unidade hospitalar na tarde de quarta-feira para uma consulta de rotina, onde foi detetado um episódio de hipertensão. Após avaliação médica, foi enviada para casa com nova consulta marcada.
Horas depois, regressou à urgência com novo pico de tensão arterial. O parto foi realizado e o bebé nasceu, mas encontra-se com prognóstico muito reservado.
Após o nascimento, a mulher voltou a sentir-se mal e acabou por morrer por volta das 02h00 desta sexta-feira.
O hospital Amadora-Sintra, contactado pela CNN Portugal, garantiu que está a averiguar o caso e remeteu esclarecimentos para mais tarde.
Sublinhe-se que esta morte ocorre num momento de forte pressão sobre o Ministério da Saúde, com o Presidente da República a ter criticado, na quinta-feira, as constantes mudanças de política no setor.
Já, na quarta-feira, também o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, tinha desafiado o primeiro-ministro a demitir a ministra da Saúde.
Nem a propósito, Ana Paula Martins será ouvida no Parlamento no âmbito da discussão do Orçamento do Estado para 2026, a partir das 15h00, onde provavelmente será confrontada com este episódio.