Pedro Duarte interpõe providência cautelar para parar obras de metrobus

A Metro do Porto “demonstra uma absoluta irresponsabilidade e despreocupação com as gerações futuras, até porque foram já identificadas alternativas técnicas viáveis, menos gravosas, com menor impacto”
Pedro Duarte interpõe providência cautelar para parar obras de metrobus

Pedro Duarte, o candidato da coligação O Porto Somos Nós (PSD/CDS-PP/IL) à Câmara do Porto interpôs esta segunda-feira a providência cautelar que tinha anunciado contra a Metro do Porto para parar as obras do metrobus.

A providência cautelar que deu entrada no Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) do Porto, assinala a “total incompreensão com o violento arranque da 2.ª fase, a que depressa se juntou um sentimento generalizado de dor e indignação, ao perceber-se que o arranque das obras se fez com o início do abate de dezenas de árvores de grande porte e pela destruição de corredores verdes urbanos”.

Para Pedro Duarte, a Metro do Porto “demonstra uma absoluta irresponsabilidade e despreocupação com as gerações futuras, até porque foram já identificadas alternativas técnicas viáveis, menos gravosas, com menor impacto”.

No texto, lembra ainda que os deputados da Assembleia Municipal do Porto “aprovaram uma moção a manifestar a sua ‘profunda indignação’ perante a decisão da administração” da Metro do Porto e de um “total, manifesto e ‘inadmissível desrespeito’” perante a assembleia, com o início das obras no dia 22 de setembro.

O candidato autárquico recorda que liderou, em maio, uma petição contra a concretização da segunda fase do metrobus “nos moldes em que se encontra”.

O abate de árvores do primeiro trecho da segunda fase do metrobus é conhecido desde o dia 27 de agosto. Na altura, a agência Lusa noticiou que entre as avenidas Marechal Gomes da Costa e Antunes Guimarães, o saldo ia passar de 48 árvores – 16 a manter, 30 a abater (27 no canal central e 3 em passeios) e duas a transplantar – para 108 árvores no final: 16 mantidas, 87 novas (56 nos passeios e zonas de atravessamento da Boavista e 6 no passeio da Antunes Guimarães) e cinco transplantadas.