sábado, 24 jan. 2026

OCDE: Economia mundial deverá crescer 3,2% este ano

Mas há alertas: “A economia global permaneceu resiliente, mas os efeitos completos do aumento de tarifas e da incerteza política ainda não foram sentidos”, diz OCDE.
OCDE: Economia mundial deverá crescer 3,2% este ano

“A economia global foi mais resiliente do que o previsto no primeiro semestre de 2025, mas os riscos de queda são grandes, uma vez que as barreiras comerciais mais altas e a incerteza geopolítica e política continuam a pesar sobre a atividade em muitas economias”. Esta é uma das principais conclusões do Economic Outlook, divulgado esta terça-feira pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

Segundo os dados apresentados, projeta-se que o crescimento global desacelerará de 3,3% em 2024 para 3,2% este ano e 2,9% em 2026.

O crescimento do PIB nos Estados Unidos deverá cair para 1,8% em 2025 e 1,5% em 2026. Na zona do euro, o crescimento deverá ser de 1,2% em 2025 e 1,0% em 2026. Já o crescimento da China deverá cair para 4,9% em 2025 e 4,4% em 2026.

No que diz respeito à inflação, deverá cair na maioria das economias do G20, à medida que o crescimento económico se modera e as pressões no mercado de trabalho diminuem. A inflação geral deverá cair de 3,4% em 2025 para 2,9% em 2026, com a inflação subjacente nas economias avançadas do G20 a permanecer praticamente estáveis em 2,6% em 2025 e 2,5% em 2026.

Os números são positivos mas há alertas. “A economia global permaneceu resiliente, mas os efeitos completos do aumento de tarifas e da incerteza política ainda não foram sentidos. O crescimento económico global deverá desacelerar, e há riscos significativos que permanecem, assim como preocupações com a sustentabilidade fiscal e a estabilidade financeira”, afirmou o Secretário-Geral da OCDE, Mathias Cormann.

E acrescentou: “Para fortalecer as perspetivas de crescimento económico, uma prioridade fundamental é garantir uma resolução duradoura para as tensões comerciais. Recomendamos que os governos se envolvam produtivamente entre si para tornar os acordos comerciais internacionais mais justos e funcionais, de forma a preservar os benefícios económicos dos mercados abertos e do comércio global baseado em regras”.