segunda-feira, 14 set. 2026

Manifestantes incendeiam Parlamento do Nepal

Os protestos contra os partidos políticos do Nepal agravaram-se nas últimas semanas com os manifestantes a responsabilizarem os partidos políticos pelos "elevados níveis de corrupção no país"
Manifestantes incendeiam Parlamento do Nepal

Manifestantes nepaleses incendiaram esta terça-feira o Parlamento na capital Katmandu, após a demissão do primeiro-ministro na sequência de protestos que causaram 19 mortos. 

“Centenas de pessoas invadiram o recinto do Parlamento e incendiaram o edifício principal”, declarou anunciou um porta-voz da assembleia, Ekram Giri, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Os incidentes no parlamento ocorrem pouco depois de o primeiro-ministro Sharma Oli se ter demitido, na sequência de uma onda de protestos contra a proibição de acesso às principais plataformas de redes sociais e o aumento da corrupção.

As autoridades do Nepal decretaram o recolher obrigatório em Katmandu após ataques contra as residências de alguns dos principais líderes políticos do Nepal, um dia depois de protestos antigovernamentais que fizeram 19 mortos.

Várias casas foram incendiadas pelos manifestantes, entre as quais, a residência de Sher Bahadur Deuba, líder do maior partido, o Congresso Nepalês, e ainda as habitações do Presidente Ram Chandra Poudel, e do ministro do Interior, Ramesh Lekhak.

Os protestos contra os partidos políticos do Nepal agravaram-se nas últimas semanas com os manifestantes a responsabilizarem os partidos políticos pelos "elevados níveis de corrupção no país".

Na segunda-feira, os manifestantes atacaram o edifício do Parlamento após as redes sociais terem sido bloqueadas pelo Governo. Os protestos contra a proibição do uso das redes sociais, amplamente utilizadas pelos manifestantes, reuniram dezenas de milhares de pessoas em Katmandu.

Segundo os manifestantes a repressão da polícia fez 19 mortos sendo que a maior parte das vítimas foram atingidas pelos disparos das armas de fogo dos agentes. 

Na sequência da repressão policial, o ministro da Administração Interna, Ramesh Lekhak, demitiu-se na segunda-feira à noite.