O Elevador da Glória, que liga os Restauradores ao Jardim de São Pedro de Alcântara, em Lisboa, descarrilou na tarde desta quarta-feira, num acidente que provocou pelo menos 16 mortos.
O INEM confirmou ainda mais de vinte feridos feridos transportados para os hospitais da Amadora, São Francisco Xavier, Santa Maria e São José, cinco dos quais em estado grave. Entre os 13 feridos ligeiros há uma criança.
Ainda não há informações sobre a nacionalidade de todas as vítimas deste acidente, mas o INEM referiu que há cidadãos nacionais: “As nacionalidades englobam também portugueses”.
A caixa do elevador terá caído de uma grande altura devido a um cabo que se partiu. O elevador, que vinha do miradouro de São Pedro de Alcântara em direção aos Restauradores , desgovernou-se e embateu contra um prédio ao descer a rua.
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, considerou que "Lisboa está de luto. É um momento trágico para cidade". Nas suas declarações, Carlos Moedas, sublinhou mais do que uma vez a assistência rápida dos bombeiros sapadores: “Foram alertados às 18h08 e estavam no terreno às 18h11”.
A Câmara de Lisboa decretou três dias de luto municipal.
Já Marcelo Rebelo de Sousa lamentou o acidente, em particular as vítimas mortais e os feridos graves, bem como os vários feridos ligeiros.
"O Presidente da República apresenta o seu pesar e solidariedade às Famílias afetadas por esta tragédia e espera que a ocorrência seja rapidamente esclarecida pelas entidades competentes", avança uma nota da Presidência da República.
Por seu lado, em comunicado, o "Governo e o Primeiro-Ministro lamentam profundamente o acidente ocorrido esta tarde no elevador da Glória, em Lisboa, e exprimem a sua profunda consternação e solidariedade às vítimas e suas famílias".
"Sendo a prioridade imediata o socorro às vítimas, as autoridades competentes realizarão no devido tempo as averiguações necessárias ao apuramento das causas deste lamentável acidente", lê-se numa nota.
O primeiro-ministro cancelou agenda de amanhã, "com exceção da videoconferência no encontro de líderes da Coligação de Boa Vontade, sobre a Ucrânia e do Conselho de Ministros”.
O patriarca de Lisboa refere que é “com profunda dor e tristeza” que acompanha o acidente no Elevador da Glória, “na amada Cidade de Lisboa”, e manifesta a sua “proximidade aos seus familiares, neste momento de separação e de profunda dor”.
Aos feridos, “deseja a recuperação e assegura a oração para que encontrem força e esperança”, lê-se numa nota do patriarcado, na qual D. Rui Valério agradece ainda a todos os que se mobilizaram no socorro às vítimas, equipas de emergência, profissionais de saúde, autoridades e voluntários.
A Presidente da Comissão Europeia também já veio lamentar o descarrilamento “do famoso Elevador da Glória".
Na rede social X, Ursula von der Leyen diz que foi "com tristeza" que soube da notícia e apresenta as condolências às vítimas e famílias.
Este não foi primeiro o incidente de gravidade a afetar o Elevador da Glória, que também já tinha descarrilado a 7 de maio de 2018. Segundo o jornal Público, na altura, o incidente deveu-se a uma “uma falha grave de manutenção”, que fez com que a composição saísse dos carris, “mas ninguém foi ferido nem a carruagem tombou”, sendo que o elevador ficou sem operar durante um mês.
O elevador esteve em manutenção entre 26 de agosto e 30 de setembro do ano passado.
O Elevador da Glória, capaz de transportar até 43 pessoas, é um dos ícones de Lisboa e é muito frequentado pelos turistas que visitam a cidade. Grande parte do elevador centenário da capital está destruída
O Ascensor da Glória, popularmente referido como Elevador da Glória, liga a Baixa (Praça dos Restauradores) ao Bairro Alto (Jardim de São Pedro de Alcântara) e é um dos três funiculares operados pela Carris e um dos mais movimentados, chegando a transportar anualmente mais de 3 milhões de passageiros. Foi inaugurado a 24 de outubro de 1885.