O ex-Presidente brasileiro Jair Bolsonaro e sete membros da sua equipa começam a ser julgados, esta terça-feira, por tentativa de golpe de Estado no Supremo Tribunal Federal.
O julgamento é presidido por um coletivo de cinco juízes, estando já previstas cinco datas: hoje, quarta-feira e 9, 10 e 12 de setembro.
A decisão pela absolvição ou condenação será tomada por maioria de votos e Jair Bolsonaro arrisca uma pena que pode ir até aos 40 anos de prisão.
Na sessão de hoje será feita a leitura do processo pelo juiz relator Alexandre de Moraes, seguindo-se a apresentação das provas alegadas na acusação, pelo procurador-geral Paulo Gonet.
Segundo a acusação, Jair Bolsonaro foi o "principal articulador" e líder do plano de golpe de Estado, que incluía o assassinato de Lula da Silva.
O caso do Ministério Público está construído através de áudios, registos de reuniões, documentos, testemunhos e na confissão do ex-adjunto de Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid, que também estará no banco dos réus.
O ex-adjunto afirmou que o ex-chefe de Estado brasileiro recebeu, leu e modificou um decreto para declarar o estado de sítio, reverter a vitória eleitoral de Lula da Silva e prender juízes do Supremo Tribunal Federal.