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No contexto do 50.º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre a China e a União Europeia, e dos 80 anos da criação das Nações Unidas, o presidente chinês, Xi Jinping, reuniu-se em Pequim, no dia 24 de julho, com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, por ocasião da 25.ª Reunião de Líderes China-União Europeia.
Durante o encontro, Xi Jinping apresentou três propostas centrais para o aprofundamento da parceria sino-europeia: respeito mútuo e consolidação da confiança política, abertura e cooperação económica, e gestão construtiva de divergências. O líder chinês reiterou ainda a importância da defesa do multilateralismo e do respeito pelas normas e instituições internacionais.
A China e a União Europeia, respetivamente segunda e terceira maiores economias mundiais, mantêm uma parceria estratégica abrangente e desempenham papéis significativos no comércio e no investimento globais. O volume anual de trocas comerciais bilaterais aumentou de 2,4 mil milhões de dólares, aquando do início das relações diplomáticas, para cerca de 785,8 mil milhões em 2024. O investimento mútuo entre as partes ronda atualmente os 260 mil milhões de dólares.
Xi Jinping destacou que o modo como ambas as partes se percecionam é determinante para o futuro da relação. A China espera que a União Europeia respeite o modelo de desenvolvimento e o sistema político escolhidos pelo povo chinês, bem como os seus interesses centrais. O respeito e a compreensão recíprocos devem, segundo o presidente, constituir a base de uma relação sólida e estável.
A cooperação económica e comercial tem desempenhado historicamente um papel de estabilizador e motor da relação bilateral. Embora reconheça a possibilidade de surgirem fricções, Xi Jinping defendeu que estas devem ser resolvidas por via do diálogo e da negociação, preservando os interesses comuns.
A China sublinhou ainda a importância de ambas as partes adotarem uma visão global e assumirem as suas responsabilidades no atual contexto internacional. A relação bilateral encontra-se num novo ponto de partida, e o compromisso com a cooperação mútua poderá garantir os próximos 50 anos como um período de desenvolvimento ainda mais promissor, contribuindo de forma significativa para a estabilidade e prosperidade mundiais.