A Caixa Geral de Depósitos (CGD) apresentou um resultado líquido de 893 milhões, nos primeiros seis meses do ano, o que representa um aumento de 0,4% face a igual período do ano passado.
A margem financeira consolidada registou uma diminuição de 143 milhões de euros (-10% face ao período homólogo), alcançando 1.283 milhões de euros.
O banco liderado por Paulo Macedo explica que esta evolução da margem financeira consolidada reflete essencialmente os efeitos na atividade doméstica, ao longo do primeiro semestre de 2025, "manteve-se a tendência de descida das taxas diretoras por parte do BCE, com reflexo nas taxas de mercado, tendo a Euribor a 6 meses reduzido 50 p.b. no período", explicando que "a consequente queda nos proveitos da carteira de crédito foi compensada pelo aumento de 2,3 mil milhões de euros no volume de crédito em Portugal". Também a atividade internacional contribuiu com 258 milhões de euros para a margem financeira consolidada, representando um aumento de 5 milhões de euros face ao primeiro semestre de 2024"
O volume de negócios consolidado atinge 169 mil milhões, impulsionado pelo crescimento de 9 mil milhões em Portugal, comparativamente a junho de 2024.
Já a carteira de crédito a clientes aumentou 2,3 mil milhões, com crescimento quer nas empresas e institucionais (mil milhões), quer nos particulares (1,3 mil milhões), cerca de 1,2 mil milhões no crédito habitação e 100 milhões no crédito ao consumo.
O resultado de serviços e comissões registou um ligeiro aumento de 0,4% na atividade consolidada (+1% na atividade da Caixa Portugal), totalizando 290 milhões de euros.
Os resultados de operações financeiras totalizaram 88 milhões de euros, valor igual ao registado no primeiro semestre de 2024. "Nos primeiros seis meses de 2025, os ganhos obtidos com a gestão da carteira de títulos compensaram os resultados negativos registados nos instrumentos derivados e nas operações cambiais", refere.
Os outros resultados de exploração registaram um aumento de 7 milhões de euros face ao registado no primeiro semestre de 2024, essencialmente devido ao efeito de contabilização da retenção do imposto de 10% relativo aos dividendos distribuídos pelo BCI, em junho de 2024.
Os custos de estrutura consolidados recorrentes registaram um aumento de cerca de 27 milhões de euros (+6%) face a junho de 2024. "O investimento que a Caixa tem vindo realizar na transformação tecnológica e na melhoria do serviço prestado aos clientes explica os aumentos observados tanto em gastos gerais administrativos (+23 milhões de euros) como em depreciações e amortizações (+4 milhões de euros). Os custos com pessoal recorrentes registaram um aumento de 0,8 milhões de euros (+0,3%) relativamente ao ano anterior", explica.
O banco diz ainda que o dividendo de 850 milhões, pago em maio de 2025, foi o mais elevado de sempre, totalizando 3.350 milhões em dividendos distribuídos desde 2017.