Um estudo divulgado esta segunda-feira estima que 15,6 milhões de pessoas no mundo poderão ter cancro gástrico em algum momento da vida. Três em cada quatro casos com serão provocados pela bactéria “Helicobacter pylori”, que vive e infeta o estômago.
As projeções foram feitas para as pessoas nascidas entre 2008 e 2017 e para Portugal, se não forem alteradas medidas de controlo, as estimativas realizadas apontam para 24.725 casos, entre as 928.484 pessoas em risco. 18.578 dos casos seráo desencadeados por infeções pela bactéria “Helicobacter pylori”.
Os autores do estudo, publicado na revista médica Nature Medicine, e conduzido por uma equipa de peritos da Agência Internacional para a Investigação sobre o Cancro, da Organização Mundial da Saúde, defendem um maior investimento na prevenção do cancro do estômago, em particular através de programas de rastreio e tratamento das infeções causadas por esta bactéria.
Para fazerem as estimativas, a epidemiologista Jin Young Park e colegas analisaram dados sobre a incidência de cancro gástrico em 185 países em 2022, juntamente com projeções da mortalidade específica para um grupo de pessoas nascidas no mesmo período baseadas em dados demográficos das ONU.
Jin Young Park e restante equipa estimam que, na ausência de intervenção, 15,6 milhões de pessoas nascidas no mundo entre 2008 e 2017 provavelmente serão diagnosticadas com cancro do estômago durante a vida, das quais 10,6 milhões na Ásia (6,5 milhões de casos esperados na Índia e China).