terça-feira, 13 jan. 2026

Trabalhadores portugueses com nível de escolaridade mais alto que empregadores

Entre os mais de cinco milhões de trabalhadores em Portugal, estão 302 mil de nacionalidade estrangeira, maioritariamente de países fora da UE27
Trabalhadores portugueses com nível de escolaridade mais alto que empregadores

Os trabalhadores portugueses têm um nível de escolaridade mais elevado do que os empregadores. Um estudo da Pordata sobre o perfil do trabalhador em Portugal divulgado esta quinta-feira acrescenta que cerca de um quarto recebe o equivalente ao salário mínimo nacional. 

O número de trabalhadores em Portugal ascende a 5,1 milhões e, destes, a maior parte (34%) tem pelo menos o ensino superior. Esta percentagem compara com os 28% de empregadores que completaram este nível de ensino.

“No quadro da União Europeia, dos 23 países com dados disponíveis para 2024, Portugal é o país que tem maior proporção de empregadores sem escolaridade ou com o ensino básico no total dos empregadores”, refere o estudo.

A média da UE é, assim, de 16%, enquanto em Portugal se verifica um valor de 42% de empregadores com o menor nível de ensino, “percentagem ainda significativamente distante de Malta (34%), Espanha (32%) ou Itália (31%)”.

Em 10 anos (entre 2014 e 2024), refere ainda o estudo, registaram-se mais 700 mil trabalhadores com o ensino superior, o que traduz uma subida de 61,8% face a 2014, ano em que os que tinham este nível de ensino representavam 25%.

Entre os mais de cinco milhões de trabalhadores em Portugal, estão 302 mil de nacionalidade estrangeira, maioritariamente de países fora da UE27. Um número que quase triplicou em 10 anos, sendo mais 197 mil face a 2014.

Relativamente a remunerações, o retrato sobre o perfil do trabalhador português elaborado pela Pordata a propósito do 1.º de Maio, mostra que o salário médio anual em Portugal é o 9.º mais baixo dos países da União Europeia. O salário médio em Espanha é 30% mais elevado.

No topo desta lista dos salários médios surge o Luxemburgo (81.064 euros/ano), seguido da Dinamarca (67.604 euros/ano), sendo em Portugal de 22.293 euros. O valor foi calculado de forma a ter em conta, de forma ajustada, os trabalhadores a tempo parcial.

De acordo com a agência Lusa, o  estudo mostra ainda que um quarto dos trabalhadores recebe o salário mínimo nacional, sendo este o 10.º mais baixo dos 22 países com SMN (quando medido em paridades de poder de compra) e tendo já em conta o valor em vigor em 2025.

“Em duas décadas, Portugal foi ultrapassado pela Polónia, Lituânia e Roménia”, lê-se no mesmo documento que detalha que cerca de um em cada quatro trabalhadores em Portugal (22,8%) tinham um salário base equivalente ao SMN, em 2022.

A proporção de trabalhadores a receber o SMN era, naquele ano, mais elevada entre as mulheres (27,1%), os jovens (36,1%), aqueles com escolaridade até ao ensino básico (32,9%) e os trabalhadores de nacionalidade estrangeira (38,0%).

Leia também

É dia de manifestação da CGTP

A manifestação terá início pelas 14h30, na praça Luís de Camões, rumo a São Bento. Trabalhadores de todo o país exigem "a retirada do pacote laboral"
É dia de manifestação da CGTP

O setor da restauração vai ter de mudar

Numa altura em que os preços sobem, vários restaurantes lutam para fazer face aos custos. O chef Rui Paula lançou o alerta nas redes sociais e assume  ao Nascer do SOL que os restaurantes estão a passar  por ‘uma crise estrutural’, que ‘exige uma reflexão profunda’  e ‘mudanças estruturais’. Presidente da Pro.var fala  em ‘tempestade perfeita’.
O setor da restauração vai ter de mudar

Mercedes-Benz com queda de 10% nas vendas em 2025

As vendas de automóveis de passageiros da Mercedes-Benz caíram no ano passado na Europa (-1%), na China (-19%), devido à forte concorrência, e nos EUA (-12%) devido às tarifas. No entanto, aumentaram na América do Sul (+54%).
Mercedes-Benz com queda de 10% nas vendas em 2025