terça-feira, 13 jan. 2026

Musk paga 10 milhões de dólares a Trump por o ter banido do X

A rede social X, então conhecida como Twitter, suspendeu a conta de Trump no meio da crise política resultante da eleição presidencial de 2020 e do ataque ao Capitólio por parte dos apoiantes do magnata
Musk paga 10 milhões de dólares a Trump por o ter banido do X

O bilionário sul-africano Elon Musk concordou em pagar 10 milhões de dólares (9,59 milhões de euros) a Donald Trump por o ter banido da rede social X. 

Segundo o Wall Street Journal (WSJ), o acordo põe fim a uma batalha legal iniciada pelo Presidente dos EUA contra a X, rede social da qual foi banido após o ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021.

A equipa jurídica de Trump ainda terá considerado desistir do processo devido à proximidade de Musk com o Presidente e o facto do empresário ter gasto 250 milhões de dólares (239,6 milhões de euros) para ajudar a elegê-lo. Musk está à frente do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), responsável pelo corte de despesas federais e da burocracia.

A rede social X, então conhecida como Twitter, suspendeu a conta de Trump no meio da crise política resultante da eleição presidencial de 2020 e do ataque ao Capitólio por parte dos apoiantes do magnata. A última mensagem de Trump antes de ser banido foi a 08 de janeiro de 2021: “A todos os que perguntaram, não vou comparecer à tomada de posse [de Joe Biden] a 20 de janeiro”.

No final de 2022, depois de ter adquirido a Xl por 44 mil milhões de dólares (42,2 mil milhões de euros), Musk ordenou que a conta de Trump fosse restaurada. Mas o republicano, que tinha entretanto criado a própria rede social - a Truth Social -, optou por deixá-la inativa e só voltou a publicar na X em agosto de 2024.

Trump interpôs o processo inicialmente em julho de 2021, meses depois de ter sido proibido de aceder à rede social. A empresa alegou na altura que a sua decisão se devia ao “risco de maior incitamento à violência”, enquanto Trump argumentou que a medida violava a Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que protege a liberdade de expressão.

Um juiz federal na Califórnia rejeitou o processo inicial de Trump em maio de 2022, afirmando que o Twitter não estava a agir como parte do Governo dos EUA e, portanto, não violava os seus direitos, mas Trump recorreu desta decisão.

A 29 de janeiro, o WSJ noticiou que a Meta aceitou pagar 25 milhões de dólares (24 milhões de euros) para pôr fim ao processo que Trump moveu contra a empresa tecnológica norte-americana em 2021 por o ter banido das suas redes sociais (Facebook e Instagram), também após o ataque ao Capitólio.

O WSJ, citando fontes familiarizadas com o acordo, disse que 22 milhões de dólares (21,1 milhões de euros) seriam destinados ao financiamento da futura biblioteca presidencial de Trump e o restante para custos judiciais e indemnizações de outros queixosos.

Leia também

Cancelado festival australiano após duras críticas por exclusão de autora palestiniana

A organização tinha anunciado a exclusão da autora palestiniana no dia 8, alegando "sensibilidade cultural", o que levou mais de 180 autores e oradores a cancelarem também a sua participação. A autora fala em "ato flagrante e vergonhoso de racismo anti-palestiniano". 
Cancelado festival australiano após duras críticas por exclusão de autora palestiniana

Descoberta macabra de cabeças humanas no Equador assusta país e mundo

Restos de cinco cabeças humanas foram encontrados pendurados numa praia no Equador, acompanhados de uma mensagem de ameaça de grupos criminosos, evidenciando a escalada de violência relacionada ao crime organizado no país.
Descoberta macabra de cabeças humanas no Equador assusta país e mundo

China alerta EUA para não recorrer a outros países para controlar a Gronelândia

A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China garantiu ainda que a exploração chinesa no Ártico está de acordo com o direito internacional. “Os direitos e liberdades de todos os países para conduzir atividades no Ártico de acordo com a lei devem ser plenamente respeitados”, afirmou
China alerta EUA para não recorrer a outros países para controlar a Gronelândia