terça-feira, 21 jul. 2026

Entrada em bolsa do Novo Banco prevista até final de terceiro trimestre

No final de janeiro tinha sido divulgado que a Lone Star pretendia fazer uma Oferta Pública de Venda (OPV) sobre cerca de 25% a 30% do capital do Novo Banco, criado em 2014 para ficar com parte da atividade bancária do Banco Espírito Santo (BES), na resolução deste
Entrada em bolsa do Novo Banco prevista até final de terceiro trimestre

O processo de entrada em bolsa do Novo Banco deverá avançar no final do segundo ou do terceiro trimestre deste ano, dependendo das condições do mercado. A informação foi partilhada pelo presidente executivo (CEO) numa mensagem enviada esta quinta-feira aos trabalhadores.

Na nota, Mark Bourke refere que “o ‘timing’ efetivo do IPO [Oferta Pública Inicial] está ainda dependente das condições do mercado”, mas “se as condições forem favoráveis, as janelas de mercado prováveis são o final do segundo trimestre ou o final do terceiro trimestre deste ano”.

Segundo Mark Bourke, a indicação formal recebida pela Nani Holdings (veículo do fundo de investimento norte-americano Lone Star que controla 75% do Novo Banco) para iniciar o processo de IPO é “um marco importante e o tiro de partida oficial” para uma operação para o qual o banco se tem “vindo a preparar ao longo dos últimos dois anos”.

Numa informação enviada também esta quinta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o Novo Banco disse ter recebido indicação formal do seu principal acionista, a Nani Holdings, para avançar com um IPO das suas ações.

De acordo com a nota enviada ao regulador, a intenção desta entrada em bolsa foi comunicada igualmente aos restantes acionistas, o Fundo de Resolução e o Estado Português, através da Direção-Geral do Tesouro e Finanças.

No final de janeiro tinha sido divulgado que a Lone Star pretendia fazer uma Oferta Pública de Venda (OPV) sobre cerca de 25% a 30% do capital do Novo Banco, criado em 2014 para ficar com parte da atividade bancária do Banco Espírito Santo (BES), na resolução deste.

Em 2017, 75% do banco foi vendido à Lone Star. O Estado detém direta e indiretamente 25% do capital do Novo Banco (o Fundo de Resolução detém 13,54% e o Estado detém 11,46% através da Direção-Geral do Tesouro e Finanças).